Uma audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Rio Grande, no Sul do Estado, foi mais uma oportunidade para pescadores do município e de São José do Norte discutirem com autoridades sobre a situação do seguro defeso. O benefício é voltado aos pescadores que não podem realizar sua atividade durante a piracema – período em que peixes migram para as nascentes e regiões específicas dos rios para se reproduzir.
Somente em Rio Grande, um dos municípios que margeiam a Lagoa dos Patos, há em torno de mil pescadores. Desses, mais de 300 estão com problemas e não receberam o benefício neste ano. Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z-1, Nilton Mendes Machado, que também é o vereador proponente da iniciativa, isto ocorreu porque se cadastraram após a medida provisória do governo federal, que repassou à Prefeitura a responsabilidade dos cadastros.
"Os pescadores que se cadastraram após 11 de junho, quando saiu a portaria, estão sem receber o benefício", observou. Segundo ele, o objetivo da audiência foi sensibilizar deputados federais para que lutem pela supressão do artigo que mudou as regras de concessão. "Como vai passar pelo Congresso Nacional precisamos da ajuda deles", observou. "Agora vamos partir para Brasília para cobrar o que deve ser feito", acrescentou.
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