Cidades

“População está mais receptiva a ouvir, aprender e se engajar”, afirma especialista em gestão de desastres em treinamentos no RS

Fundador da ONG Humus, capitão da reserva do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Leo Farah promove série de treinamentos no RS nesta semana

Formações promovidas por Leo Farah tem como foco capacitar agentes e auxiliar na atualização de planos de contingência
Formações promovidas por Leo Farah tem como foco capacitar agentes e auxiliar na atualização de planos de contingência Foto : Ariane Reis/ONG HUMUS/CP

No Rio Grande do Sul desde o início da semana, o capitão da reserva do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, especialista em Gestão de Desastres pela Organização das Nações Unidas (ONU) e fundador da ONG Humus, Leo Farah tem participado de formações promovidas pelo programa Defesa Alerta. Durante a visita, ele avaliou que a população gaúcha tem se tornado mais receptiva a tomar medidas de prevenção e resposta para eventos climáticos extremos.

De acordo com Farah, a formação que vem sendo realizada em diversas cidades do RS tem como foco capacitar agentes de Defesa Civil municipal por meio de oficinas práticas e operacionais, além de acelerar a construção e a atualização dos Planos de Contingência municipais. As formações são conduzidas pelo próprio especialista, que espera realizar até 30 capacitações no Estado até 2026, priorizando municípios mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas.

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“A instrução prepara os gestores e lideranças comunitárias para atuarem de forma mais estratégica, organizada e segura diante de eventos extremos, garantindo proteção à vida, à infraestrutura crítica e à continuidade dos serviços essenciais. Essa capacitação é essencial porque fortalece o protagonismo municipal, que é a linha de frente em qualquer emergência. Ela permite que as cidades passem do improviso para o preparo, da reação para a prevenção”, explicou.

Questionado sobre a adaptação da população gaúcha depois de enfrentar, em menos de dois anos, enchentes históricas, Farah destaca uma mudança significado na percepção por parte das comunidades. “A dor, as perdas e a repetição dos eventos têm despertado nas pessoas uma consciência mais profunda sobre a necessidade de se preparar. A população está mais receptiva a ouvir, aprender e se engajar. O risco só se transforma em desastre quando encontramos pessoas vulneráveis no caminho do perigo. E quanto mais capacitamos essas pessoas, mais vidas salvamos. A prevenção pode não aparecer nos noticiários, mas é ela que determina quem vai viver”, finalizou.