Cidades

Portão 14 rompe na zona Norte de Porto Alegre

Comunicado foi feito durante coletiva do prefeito Sebastião Melo

Prefeitura informa rompimento de portão na zona Norte de Porto Alegre
Prefeitura informa rompimento de portão na zona Norte de Porto Alegre Foto : Lucas Keske / Especial / CP

O portão de número 14, localizado na zona Norte de Porto Alegre, foi rompido pela força das águas do Guaíba. A informação foi comunicada durante a entrevista coletiva do prefeito Sebastião Melo. A comporta fica debaixo da avenida Sertório.

Segundo informações da prefeitura, a comporta abre caminho para a Voluntários da Pátria, perto do DC Navegantes, região que já estava inundada. "Aquele não é um dos maiores portões que temos. Ali é uma região plana e pode avançar Sertório adentro. Não podemos prever o quanto a água pode avançar", relatou Melo.

Esta é a segunda comporta vencida pela água nesta sexta-feira. Mais cedo, houve o transbordamento do portão de número 3, o que precipitou a inundação da avenida Mauá e em seguida de outras áreas do Centro de Porto Alegre.

Transbordamento da casa de bombas no Centro | Foto: Jonathas Costa / Especial / CP

A inundação de parte da cidade começou ainda na noite dessa quinta-feira, quando trechos da Orla do Guaíba já estavam com presença excessiva de água.

Durante a madrugada foi a vez da Estação Rodoviária, que teve o primeiro piso tomado pela água, tornando inacessível algumas lojas e até mesmo a praça de alimentação.

Rodoviária alagada pela manhã | Foto: Jonathas Costa / Especial / CP

Horas depois, com o transbordamento do portão 3, os locais que ficam próximos da avenida Mauá começaram a ser inundados. O cenário fez com que o Mercado Público fosse fechado, obrigando comerciantes a deixar as lojas muito antes do horário de encerramento do expediente.

Mercado Público foi fechado por conta da inundação | Foto: Mauren Xavier / Especial / CP

Outra consequência importante foi a mudança da rotina da região Central. Sempre movimentada diariamente, a área começou a se esvaziar, com moradores deixando as próprias casas para buscar abrigo na casa de familiares. O comércio de rua também parou, assim como o tráfego de carros, que ficou limitado a áreas livres da água.

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