O prefeito de Dom Feliciano, Tiago Szortyka decretará situação de emergência no município do Sul do Estado. A decisão foi tomada, mesmo ainda não tendo os números finais dos danos causados pelo ciclone extratropical que atingiu o Estado nos últimos dias.
Ele conta que Dom Feliciano só ficou atrás da cidade vizinha de Amaral Ferrador em volume chuva. "A nossa estação meteorológica registrou na manhã desta quarta-feira 233 milímetros, quatro quilômetros mais próximo de Amaral Ferrador o número subiu para até 320 desde o início da semana", relata. Cinco equipes da prefeitura seguem realizando o levantamento dos estragos na tarde desta quarta-feira, quando ainda haviam regiões ilhadas pela água de arroios. Ele projeta concluir o levantamento na manhã desta quinta-feira.
Dois postos de saúde, nas localidades de Faxinal e Vila Fátima estão fechados nesta quarta e quinta-feira, assim como as escolas localizadas na zona rural, o que afetou 1,4 mil estudantes. "A nossa cidade tem 13 mil habitantes, mas é muito grande territorialmente, com 1,3 mil metros quadrados. Há muita estrada de chão, no interior onde ainda não há passagem", lamenta.
Segundo Szortyka, das duas estações de tratamento de água da Corsan que alimentam a cidade, por volta das 16h30, os funcionários da empresa haviam conseguido chegar somente em uma. "Há a expectativa que até o final da noite, o município volte a ser abastecido com água. Em relação falta de energia elétrica, até o meio da tarde 434 unidades seguiam com o problema", enumera.
Este será o quinto decreto de emergência de Dom Feliciano em 2025. "Começou no primeiro dia do ano quando tivemos granizo extremo na divisa com Amaral Ferrador. Em março passamos por estiagem e em junho e em agosto chuva extrema, que nem nesta semana", observa. Ele afirma que todos os quatro documentos anteriores foram reconhecidos e homologados pelas autoridades estaduais e federais. As localidades de Remanso, Linha Amaral e Lopo Neto estão entre as regiões mais afetadas pelo temporal. "Pelos relatos que tivemos, a divisa dos municípios foi a mais afetada desta vez. Toda a água desce para esta região", destaca. Duas famílias seguem desalojadas.