O prefeito Sebastião Melo se reuniu com o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, para reafirmar o pedido de recursos do Estado necessários para o reparo emergencial de equipamentos do atual sistema de contenção de enchentes de Porto Alegre. Melo reforçou ao governador a necessidade de parcerias estratégicas entre o município e o Estado para recuperar as estruturas danificadas após o desastre climático de maio de 2024, enquanto novas ações são desenvolvidas para qualificar a proteção de cheia da cidade.
A prefeitura orçou os reparos em R$ 401 milhões, recursos solicitados de repasse do Plano Rio Grande. “Estamos lidando com obras urgentes para a reconstrução de Porto Alegre. Para que sejam colocadas em prática, é preciso um alinhamento entre todos os entes federados para mantermos o ritmo da reconstrução e avançarmos em investimentos concretos de infraestrutura que reforcem a segurança da população”, frisou Melo.
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Na reunião, também foram abordadas as ações preventivas para mitigar alagamentos em pontos vulneráveis, especialmente nas Ilhas e áreas mais baixas próximas ao estuário. O secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) e diretor do Escritório de Reconstrução, Germano Bremm, apresentou um resumo das ações já executadas para recuperar e qualificar os equipamentos públicos danificados pela enchente, bem como aprimorar a infraestrutura existente, que inclui diques, casas de bombas, comportas e Muro da Mauá.
Também participou do encontro o diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Bruno Vanuzzi. Dos 209 equipamentos públicos destruídos pelas enchentes de maio, 173 estão em funcionamento. O sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre foi projetado na década de 1970 e inclui 68 quilômetros de diques, 23 casas de bombas e 14 comportas distribuídas ao longo do Guaíba e seus afluentes.