Depois da apresentação dos estudos urbanísticos do projeto de revitalização da avenida Ipiranga e despoluição do arroio Dilúvio, a Prefeitura de Porto Alegre deu sequência na tarde desta quarta-feira na audiência pública agendada para tratar do tema. Após espaço para manifestações de grupos da população, foram realizadas a apresentação e a análise do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
O projeto, criado a partir da Operação Urbana Consorciada (OUC) Nova Ipiranga, um tipo de instrumento para viabilizar parcerias com a iniciativa privada, prevê o investimento total de R$ 1,7 bilhão em intervenções urbanísticas no trecho entre a foz do arroio Dilúvio, no Guaíba, até a rua Beco dos Marianos, depois da avenida Antônio de Carvalho. A expectativa é de que o projeto seja encaminhado para aprovação na Câmara de Vereadores em março, com início dos trabalhos previstos para 2027.
“Durante a tarde, nos debruçamos sobre o impacto ambiental, que é uma condicionante nesse tipo de modelagem de OUC. E tudo isso com um momento de participação onde a sociedade pode entender melhor cada um desses pontos, pode criticar e por sugerir também. O objetivo da audiência pública é esse, de ser um teste da proposta e para identificar eventuais ajustes a serem feitos”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre, Germano Bremm.
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A arquiteta e urbanista diretora da empresa Profill Engenharia, Juliana Tonet, foi uma das responsáveis pela elaboração do EIA/Rima do projeto, no qual também atua como coordenadora adjunta. Ela destacou que a área que será revitalizada apresenta diversas características, com forte concentração urbana, mas, ainda assim, uma presença grande de vegetação nativa.
“Tudo isso acaba contribuindo não só para a ambiência urbana, como também para questões de fauna. Também avaliamos a qualidade do ar e questões sonoras. Nosso trabalho foi muito no sentido de avaliar se o território da operação tem condições de receber acréscimo populacional. E esse zoneamento é possível para a área que está sendo proposta. Também propomos uma série de medidas para que não haja prejuízos para a população e para a fauna e a flora local”, completou.
O encontro também foi acompanhado pelo promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, Felipe Teixeira Neto, que apontou a situação complexa que envolve o projeto. “Qualquer ideia que venha a trazer benefícios e ganhos urbanísticos e ambientais para a cidade é louvável. Sabemos que colocar um plano dessa magnitude em pé não é uma coisa fácil. Toda audiência pública é um momento importante para que todos conheçam e também apresentem sua opinião sobre o que está sendo proposto”, concluiu.