No Dia do Jornalista, celebrado neste 7 de abril, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) lançou a 6ª edição do Prêmio Themis de Jornalismo. Na cerimônia de lançamento, realizada nesta terça-feira no Espaço Multi da sede do TJRS, em Porto Alegre, também foi entregue a Medalha Alberto André, honraria concedida pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Entre os homenageados estava o comentarista da Rádio Guaíba, Rogério Amaral.
Criado em 2021, o Prêmio Themis é voltado a jornalistas profissionais, fotojornalistas e estudantes de Jornalismo e busca valorizar produções que ampliem a visibilidade das ações do Poder Judiciário gaúcho, tanto na atuação jurisdicional quanto na gestão pública. Na edição deste ano, a categoria Especial vai avaliar trabalhos jornalísticos que destacaram ações do Judiciário no combate à violência contra a mulher. As demais categorias são Cotidiano da Justiça, Inovação na Gestão Pública Judiciária, Imagem e Universitária (exclusiva para estudantes).
Os trabalhos poderão ser inscritos em cinco categorias: Cotidiano da Justiça, Inovação na Gestão Pública Judiciária, Imagem, Universitária e Especial. As inscrições estarão abertas de 31 de julho a 18 de setembro. Poderão concorrer reportagens veiculadas entre 30 de julho de 2025 e 30 de julho de 2026. A entrega do prêmio será em novembro. Os vencedores em cada uma das categorias profissionais receberão R$ 6 mil; os segundos colocados, R$ 4 mil; e os terceiros, R$ 2 mil. Na categoria Universitária, os estudantes receberão R$ 1,5 mil, R$ 1 mil e R$ 500, respectivamente.
Trabalho essencial
O presidente do Conselho de Comunicação Social do TJRS, desembargador Túlio Martins, exaltou a importância social do jornalista. “É um agradecimento. A imprensa é decisiva nas democracias. Não é Executivo, não é Judiciário, não é Legislativo e não é quarto poder. É símbolo e materialização da liberdade. Muitas coisas importantes foram levadas adiante pela imprensa. A imprensa erra? Sim, mas acerta muito mais, fomenta o debate e faz com que as ideias circulem”, afirmou.
Ele também comentou sobre a categoria Especial, que neste ano destaca reportagens sobre ações do Judiciário no combate aos feminicídios, que já somam 27 em todo o Estado neste ano. “Isso é uma vergonha para o Brasil e para o Rio Grande do Sul. O Tribunal tem participado de todas as maneiras possíveis. Temos focado no homem, falando para o homem coisas duras: ‘se você é homem, comporte-se como um ser humano; não cometa crimes; respeite os outros; respeite as mulheres’. Esse é o foco da nossa campanha, porque isso tem que acabar”, enfatizou.
Medalha Alberto André
Na mesma cerimônia, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) entregou a Medalha Alberto André a dez jornalistas que se destacaram por relevantes serviços prestados ao jornalismo gaúcho. “É para valorizar aquele profissional que realmente trabalha em prol da sociedade. Ao longo do tempo em que entregamos essa medalha, temos escolhido profissionais de todas as áreas, de redação, assessoria de imprensa, do interior, professores. Conseguimos agregar todos esses perfis”, destacou o presidente da ARI, José Nunes.
Os jornalistas agraciados com a medalha nesta terça-feira foram Affonso Ritter, Gustavo Mota, Ivani Schütz, Marta Gleich, Mílton Jung Jr., Paulo Gilvane, Roberto Villar Belmonte, Rogério Amaral, Vanessa Costa e Vânia Espeiorin.