Cidades

Projeto de lei para isenção de custas da advocacia segue para Assembleia do RS

Proposta prevê fim do adiantamento do pagamento da Taxa Única em cada fase de cumprimento de sentença

O Projeto de Lei (PL) que dispensa o adiantamento do pagamento de custas judiciais nas execuções de honorários sucumbenciais e atribui a responsabilidade ao vencido já está tramitando na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). O texto foi distribuído na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Legislativo gaúcho sob a relatoria da deputada delegada Nadine, que já antecipou parecer favorável à iniciativa.

De acordo com o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, a advocacia gaúcha está próxima de alcançar a maior conquista legislativa estadual da história da entidade. “Trabalhamos muito para que o Órgão Especial do TJRS aprovasse o projeto e o encaminhasse para a Assembleia. Corrigimos a inconstitucionalidade do texto de 2018 que apresentava vício de origem e articulamos com o TJRS sua apresentação. Agora, o PL 294/2024 está sendo pautado na CCJ e temos confiança de que seguirá para o Plenário com a aprovação deste”, disse.

Fortalecimento da classe

O novo regramento proposto é de grande relevância, pois, entre outras deliberações, promove a equidade e fortalece a classe dos advogados, além de aprimorar o acesso à Justiça. A exigência do adiantamento do pagamento da Taxa Única em cada fase de cumprimento de sentença impõe um ônus desproporcional e oneroso à advocacia, que atua em vários processos simultaneamente. A mudança reconhece que o advogado e a advogada, que são indispensáveis à administração da Justiça, não devem ser penalizados por meio de encargos que dificultam suas atuações.

“Em cada ação, a cada entrega, buscamos fazer a diferença de forma imediata no dia a dia do exercício profissional dos colegas. Estamos próximos de um marco na história da Ordem gaúcha que, na prática, significará mais honorários no bolso de cada advogada e cada advogado gaúcho”, completou Leonardo Lamachia.