O deputado estadual Adão Pretto Filho (PT) protocolou, nesta semana, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o Projeto de Lei 300/2025, que denomina como “Caminho da Reforma Agrária" a parte da ERS-324 que atravessa a área da Fazenda Annoni, no município de Sarandi, no Norte do Estado.
O trecho de 24 quilômetros também passa pelos municípios de Ronda Alta e Pontão.
De acordo com o parlamentar, que também é presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia, a proposta tem por objetivo reconhecer um marco na reforma agrária brasileira, que foi a ocupação da Fazenda Annoni, em 1985.
Na ocasião, cerca de 1.500 famílias de agricultores sem-terra acamparam na fazenda como forma de reivindicar a reforma agrária e espaço para plantar.
“A ocupação da Fazenda Annoni é um dos principais marcos da reforma agrária no Brasil. Passados 40 anos, hoje temos mais de 420 famílias vivendo e produzindo alimentos no local. Isso mostra que onde há reforma agrária, há desenvolvimento e produção de comida saudável”, explica o deputado, que é filho de Adão Pretto, ex-deputado federal, falecido em 2009, e que foi u dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
- Polêmica sobre terra indígena em Viamão gera discussão na Assembleia do RS, em audiência esvaziada
- Quatro décadas de luta feminina no campo recebem homenagem na Assembleia Legislativa do RS
- Indenização por falta de luz é promulgada na Assembleia Legislativa
A Fazenda Annoni foi desapropriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), no ano de 1972, para reassentar famílias atingidas pela construção da barragem do Passo Real, pela empresa Eletrosul, em Salto do Jacuí. Por fim, em 1993, a área foi destinada à reforma agrária.
“Essas famílias mostram que reforma agrária não é só luta, mas também desenvolvimento e geração de riqueza. Essa denominação serve para manter viva a memória e fortalecer o compromisso com o futuro da agricultura familiar”, conclui Adão Pretto Filho.