A polêmica entorno do projeto de lei proposto pelo prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck, que ameniza a instalação de dispositivos de segurança em agências bancárias e postos de atendimento de instituições financeiras diante dos avanços tecnológicos e da redução da circulação de dinheiro em espécie, causou desconforto entre dirigentes dos Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e também entre representantes do Sindicato dos Vigilantes de Novo Hamburgo. A proposta que seria votada na Câmara de Vereadores no início da tarde desta quarta-feira foi retirada da pauta após pressão feita pelas entidades.
Na justificativa, o prefeito dispensa a instalação de porta giratória com detector de metais em agências com caixas eletrônicos, cujos abastecimentos e recolhimento de numerário forem realizados por empresa de transporte de valores e cujos funcionários não possuam acesso a chaves, senhas, numerários e saldos dos equipamentos. Ou seja, para agências cujos funcionários não têm acesso a dinheiro físico, por exemplo, com o abastecimento dos caixas eletrônicos operacionalizados por empresas especializadas no transporte de valores, fica extinta a necessidade de porta giratória com detector de metais.
Tal medida não é aceita entre os sindicatos hamburguenses, pois coloca em risco a segurança de clientes, bancários e da população como um todo. Um dos dirigentes do Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo, Bruno Louzada, defende a importância da manutenção da porta giratória com detector de metais nas agências bancárias e também em diferentes estabelecimentos que manuseiem e que mantenham fluxo de numerários. "Não há justificativa para esta flexibilização. Isso é uma medida de risco. A instalação destes dispositivos não vai impedir que novos negócios se instalem e permaneçam aqui na cidade", garante Louzada.
Com a retirada da porta giratória, destaca Louzada, infelizmente, se retira também os vigilantes de seus postos de trabalho. Além disso, Louzada enfatiza que são necessários atendentes nas salas de teleatendimento, pois nem todas as pessoas sabem lidar com a tecnologia. "Plataformas, internet e aplicativos. Ainda há pessoas que precisam de orientações. Não se pode de uma hora para outra simplesmente extinguir estes postos de trabalho tão importantes para quem necessita dos serviços."