Uma população de 837 mil pessoas residem em domicílios coletivos, representando 0,4% da população total. O tipo de domicílio coletivo a registrar o maior número de moradores em 2022 foi a categoria “Penitenciária, centro de detenção e similar”, onde residiam 479 mil pessoas, correspondendo a 57,2% do total de moradores de domicílio coletivos e a 0,2% do total da população brasileira.
Os dados foram divulgados pelo Censo Demográfico 2022 nesta sexta-feira, 6.
Na sequência, aparece o tipo “Asilo ou outra instituição de longa permanência para idosos”, com 161 mil pessoas, representando 19,2% dos moradores de domicílios coletivos e 0,1% da população brasileira.
Formalmente, os domicílios coletivos são definidos na operação censitária como uma instituição ou estabelecimento onde a relação entre as pessoas que nele se encontravam, na data de referência, era regida por normas de subordinação administrativa.
As demais distribuições são:
- “Hotel ou pensão” – 46 mil
- “Alojamento” – 30 mil
- “Clínica psiquiátrica, comunidade terapêutica e similar” – 24 mil
- “Abrigo, casas de passagem ou república assistencial para outros grupos vulneráveis” – 24 mil
- “Orfanato e similar” – 14 mil
- “Abrigo, albergue ou casa de passagem para população em situação de rua” – 11 mil
- “Unidade de internação de menores” – 8 mil
- “Quartel ou outra organização militar” – 1 mil
A categoria “Outro domicílio coletivo”, reunindo todos os casos não abarcados pelas categorias anteriores, registrou 38 mil moradores.
Por regiões
A liderança dos domicílios do tipo “Penitenciária, centro de detenção e similar” como tipo de domicílio com maior número de moradores repetiu-se em cada Grande Região.
- A Região Sudeste reunia 52,0% dos moradores desse tipo de domicílio, superando a proporção da população brasileira que residia nessa região em 2022 (41,8%).
- A Região Nordeste, por sua vez, reunia 26,9% da população brasileira, mas apenas 16,5% dos moradores de penitenciárias e similares.
Os moradores dos domicílios do tipo “Asilo ou outra instituição de longa permanência para idosos” apresentaram acentuada concentração nas Regiões Sul e Sudeste, que em conjunto reuniam 82,3% dos moradores desses domicílios.
Na situação oposta, a Região Norte, embora abrigasse 8,5% da população brasileira, era a residência de apenas 1,3% dos moradores de asilos e similares.
Em relação aos moradores dos domicílios do tipo “Alojamento”, a maior participação foi registrada na Região Centro-Oeste, que reuniu 32,1% dessa população, com destaque para o Estado do Mato Grosso, que sozinho reunia 20,3% dos moradores de alojamentos.
SP reúne mais da metade de quem mora em abrigo, albergue ou casa de passagem
Para o tipo de domicílio “Abrigo, albergue ou casa de passagem para população em situação de rua”, mais da metade (50,6%) da população recenseada encontrava-se no Estado de São Paulo.
Roraima e os efeitos do fluxo migratório
Os moradores dos domicílios do tipo “Abrigo, casas de passagem ou república assistencial para outros grupos vulneráveis” apresentaram uma distribuição geográfica peculiar, com o Estado de Roraima reunindo 30,4% dos moradores desse tipo de domicílio – uma situação que certamente deriva da existência, nesse Estado, de grandes instalações provendo abrigamento provisório para o fluxo migratório oriundo da Venezuela.