A redução de impostos federais sobre o diesel, anunciada na quinta-feira pelo governo federal, ainda não tem prazo para chegar aos postos de combustíveis. A avaliação é do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro), entidade que representa os revendedores no Estado.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, a entidade afirmou que ainda não é possível prever quando as reduções das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel serão percebidas pelos consumidores. “Este é um processo complexo, que envolve vários fatores e que ainda precisam ser definidos”, afirmou o presidente da entidade, João Carlos Dal’Aqua.
Segundo ele, entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a regulamentação da subvenção financeira a produtores e importadores, o cálculo das contribuições já recolhidas pelas distribuidoras sobre produtos que estão em estoque nas bases e o valor que será repassado por cada companhia às revendas após a redução dos tributos.
O dirigente também lembrou que o mercado de combustíveis é livre, o que faz com que cada posto trabalhe de acordo com sua própria estrutura de custos e negociações com distribuidoras. “Cada posto revendedor trabalha conforme sua planilha de custos, suas negociações com distribuidoras e estratégias de mercado”, acrescentou.
Enquanto isso, os preços seguem apresentando forte variação em Porto Alegre. Em diversos postos da Capital, o litro do diesel já supera R$ 7,50. Na Zona Norte, o diesel S10 chega a R$ 8,10 em um estabelecimento, enquanto o diesel comum custa R$ 7,99. Por outro lado, ainda é possível encontrar o combustível por valores menores. O diesel mais barato foi localizado a R$ 6,06 no bairro Floresta.
A gasolina comum também apresenta grandes oscilações. Em um posto da avenida Cristóvão Colombo, descontos oferecidos por aplicativo reduziram o valor para R$ 5,95, o que provocou filas de motoristas em busca do preço mais baixo. Em outros pontos da cidade, o combustível já chega a R$ 6,89, o que representa uma diferença próxima de um real entre os valores praticados.
O impacto da alta do diesel também segue sendo monitorado pelo setor de transporte público. Empresas de ônibus da Capital foram novamente consultadas nesta sexta-feira e informaram que não há novidades em relação ao cenário apresentado no dia anterior, quando as empresas manifestaram preocupação com os aumentos, que resultam num custo de operação maior, e cogitaram a necessidade de aumento do subsídio por parte da Prefeitura.
Segundo as concessionárias, a operação do transporte coletivo segue normal, mas o setor continua acompanhando a evolução dos preços do combustível diante do risco de novos aumentos.
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