Os dados do módulo experimental de Trabalho de Crianças e Adolescentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo IBGE, revelam um cenário preocupante em relação ao trabalho infantil no Brasil. Em especial nas regiões Sul (13,6%) e Nordeste, que (7,3%) registraram as maiores altas no número de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos nessa situação em comparação com 2023. O Nordeste conta com 547 mil jovens em situação de trabalho infantil, enquanto o Sul soma 226 mil.
Tendências regionais e a posição do norte
Enquanto o Sul e o Nordeste apresentaram crescimento, as regiões Sudeste e Centro-Oeste tiveram pequenas variações. O Sudeste registrou uma queda de 478 mil para 475 mil pessoas, e o Centro-Oeste teve um leve aumento de 148 mil para 153 mil.
Já a região Norte foi a única a apresentar uma queda expressiva no contingente de trabalho infantil, com uma redução de 12,1% entre 2023 e 2024. Apesar da queda, o Norte continua sendo a região com a maior proporção de crianças e adolescentes nessa situação, com 6,2% da população local entre 5 e 17 anos em trabalho infantil. No período acumulado desde 2016, todas as regiões, exceto o Centro-Oeste, mostraram queda no número total de crianças e adolescentes em trabalho infantil.
O Brasil registrou 1,650 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024. O número representa 4,3% da população nessa faixa etária e um aumento de 34 mil jovens em comparação com 2023, ano em que a proporção havia atingido a menor da série histórica (4,2%).