Cidades

Rio dos Sinos ultrapassa a cota de inundação e obriga moradores e deixar moradias em Sapucaia

Nesta segunda-feira, Sinos chegou a 5,25m, sendo que a cota de inundação é de 5,20m; bairros mais afetados pelas águas são Fortuna e Carioca

Até o momento, 12 pessoas estão acolhidas no ginásio da escola Otaviano Silveira, no bairro Fortuna
Até o momento, 12 pessoas estão acolhidas no ginásio da escola Otaviano Silveira, no bairro Fortuna Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

A cheia do Rio dos Sinos, provocada pela sequência de dias de chuvas severas, obrigou ao menos 12 pessoas (4 adultos e 8 crianças), da cidade de Sapucaia do Sul, a deixarem suas moradias e procurarem abrigo seco junto ao ginásio da escola Otaviano Silveira, no bairro Fortuna. Além deste local de acolhimento, a prefeitura organizou outro espaço junto à Associação dos moradores do Carioca caso outras famílias precisem se deslocar. Entretanto, este abrigo ainda permanece desocupado.

Conforme dados da Defesa Civil do município, a última mediação apontou que o Rio dos Sinos está em 5,25m, com leve elevação de 0.2cm/hora. A cota de inundação é de 5,20m. O acumulado de chuva registrado nas últimas 24 horas é de 26mm. Morador há mais de 30 anos do bairro Fortuna, Ederaldo Fontes Pereira, 58 anos, conta que toda vez que chove mais do que o previsto, a situação é a mesma: alagamento no bairro.

"Enquanto não fizerem uma obra aqui, uma intervenção, a construção de um dique, vai ser sempre assim. Todos os anos eles prometem e o dique nunca sai. E assim vamos convivendo com essa triste situação, de levantar móveis e dormir apreensivos. Deitamos com um olho aberto e outro fechado." Pereira, que caminhava em meio às águas, disse ainda que depois que a chuva para, são mais três dias de elevação do Sinos no bairro. "Tem muita água para descer da Serra."

Ricardo Rodrigues Simões, morador do bairro Carioca, aguardava a vinda do casal de amigos idosos, que reside na Rua Erechim, o ele oferecia resgate nesta segunda-feira. "Vim buscá-los para ficar lá em casa uns dias." De sacola em mãos e com um semblante de alívio, Cecília Eroni de Oliveira, disse que não dormia há duas noites por conta da chuva que insistia em não parar. "Depois do ano passado, em que nossa casa ficou completamente embaixo da água, agora não dormimos mais direito. O medo toma conta da gente. Ainda bem que tenho amigos que, vez ou outra, venham nos buscar."

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