Cidades

Semáforos fora de operação em Porto Alegre causam risco no trânsito

Após temporal do dia 18, quatro equipamentos seguem sem operar na Capital

Sinaleiras da rua Fernandão ficaram fora de operação, gerando perigo no trânsito
Sinaleiras da rua Fernandão ficaram fora de operação, gerando perigo no trânsito Foto : Mauro Schaefer

Em um final de tarde com aumento considerável na circulação de veículos pelas ruas e avenidas de Porto Alegre, o condutor de um caminhão guincho carregado calcula o tempo hábil para fazer a manobra e aproveita a diminuição do fluxo na avenida Padre Cacique, no sentido centro-bairro, para sair da rua Fernando Lúcio da Costa, a rua Fernandão, nos arredores do Beira-Rio, e tentar ingressar na avenida no sentido oposto. Para completar a manobra, precisa ficar parado no cruzamento, sobre as vias utilizadas exclusivamente para os coletivos do transporte público.

Em poucos segundos, uma manobra com potencial de risco foi concluída de forma exitosa. Entretanto, ela poderia ser evitada se o conjunto semafórico do cruzamento da avenida Padre Cacique com a rua Fernando Lúcio da Costa estivesse em operação. De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), até o início desta semana, quatro cruzamentos seguiam com problemas de operação por conta de falta de energia.

Os pontos eram, além do já citado, o cruzamento da avenida Cruzeiro do Sul (avenida Tronco) com a rua Maria José Alberton Silva, no bairro Santa Tereza, a rua Luiz Englert com a faixa de pedestres para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a avenida Osvaldo Aranha com a Sarmento Leite, ambas no Centro Histórico. Ainda conforme a EPTC, todos os conjuntos semafóricos aguardavam serviços de reparo da CEEE Equatorial.

No dia 18 de junho, quando Porto Alegre começou a registrar transtornos em função do excesso de precipitação, a EPTC registrou 15 cruzamentos com semáforos fora de operação por falta de energia elétrica. Nesta quarta-feira, a sinaleira da avenida Padre Cacique com a rua Fernando Lúcio da Costa já havia voltado a funcionar.

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Procurada, a CEEE Equatorial não deu detalhes sobre a motivação desta falta de energia pontual em semáforos, tendo em vista que a região ao redor estava com fornecimento normalizado, nem explicar como ocorre e os motivos para oscilações no fornecimento de energia durante temporais, como as fortes chuvas dos últimos dias.

Em nota, a concessionária de energia que atende a Capital “esclarece que mantém diálogo constante com a EPTC, responsável pela gestão dos semáforos, para apoio e atuação nos casos que são de sua competência. Para isso, a distribuidora integra um grupo de comunicação direta com a EPTC no qual, sempre que solicitado, as demandas são atendidas”.

Indenização a consumidores afetados

Ainda nesta semana, a Assembleia Legislativa (ALRS) aprovou um projeto que obriga as concessionárias a indenizarem os consumidores afetados por falta de energia. O texto, que foi encaminhado para sanção do governador Eduardo Leite, prevê a indenização para quem ficar mais de 24h sem fornecimento de energia elétrica.

O projeto é de autoria da deputada Adriana Lara, que destacou ainda que a medida é uma resposta à qualidade do serviço prestado. O texto prevê indenizações escalonadas de acordo com o período em que o cliente for afetado pela falta do fornecimento, variando de R$ 30,00 a R$ 150,00 considerando como base um consumo médio mensal de R$ 300,00.