Cidades

Servidores do Judiciário realizam ato por reajuste salarial em Porto Alegre

Mobilização integra calendário de manifestações da categoria em diferentes cidades do Estado

Servidores se mobilizaram em frente ao Foro II, em Porto Alegre
Servidores se mobilizaram em frente ao Foro II, em Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer

Servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) realizaram uma mobilização no início da tarde desta quinta-feira, em frente ao Foro II, em Porto Alegre, reivindicando a reposição salarial da categoria. O ato reuniu dezenas de trabalhadores e fez parte de uma agenda estadual organizada pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do RS (Sindjus/RS), com manifestações simultâneas ocorrendo em Passo Fundo, Pelotas e Santa Maria.

A principal reivindicação dos servidores é a recomposição salarial de 17,8%, com o objetivo de reduzir a defasagem em relação a outros tribunais de Justiça do país. A pauta também inclui a criação de um auxílio-social voltado a aposentados, como forma de mitigar perdas acumuladas ao longo dos anos.

Durante o ato, representantes do sindicato destacaram o que consideram um cenário de defasagem salarial e cobraram maior participação do Judiciário na articulação por reajustes. “Nós estamos lutando pela nossa reposição salarial. Há um achatamento muito grande dos salários, e estamos buscando diminuir essa diferença”, afirmou o diretor jurídico do Sindjus/RS, Giovanni Ferraz.

Segundo ele, a mobilização também busca pressionar por avanços nas negociações com a administração do Tribunal. “Queremos que o Tribunal de Justiça assuma o seu protagonismo dentro do Estado e cobre do governo o encaminhamento de um reajuste para os servidores”, disse.

Os protestos também mencionaram o contraste entre a concessão recente de adicionais à magistratura, por meio da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC), e a ausência de medidas semelhantes voltadas aos servidores.

A mobilização marcou o início da Campanha Salarial 2026 da categoria. Uma nova ação está prevista para o dia 21 de maio, quando os trabalhadores pretendem realizar o chamado “apagão no Judiciário”, com paralisação das atividades por uma hora. Já no dia 29, está prevista uma assembleia-ato estadual em Porto Alegre, caso não haja avanço nas negociações.

De acordo com o sindicato, uma reunião com a administração do Tribunal está agendada para o dia 27 de maio. “Nós vamos apresentar nossas reivindicações, mas entendemos que a categoria precisa de uma resposta e não vamos recuar”, afirmou Ferraz.

Questionado sobre a manifestação, o TJRS divulgou nota em que manifesta surpresa com a realização do ato. “A Presidência do TJRS vê com surpresa a mobilização dos servidores, pois até agora não recebeu nenhuma pauta de reivindicações. De qualquer forma, já está agendada uma reunião com todas as entidades de classe para o próximo dia 27, por iniciativa da Administração do TJRS”, afirmou.

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