Cidades

Servidores municipais de Caxias do Sul devem paralisar nesta segunda-feira

Uma assembleia está marcada para às 14h, quando será decidido os próximos rumos do movimento

Na sexta-feira, servidores públicos municipais lotaram o Largo da Prefeitura
Na sexta-feira, servidores públicos municipais lotaram o Largo da Prefeitura Foto : Gabriel Lain/ SindiServ/CP

Os servidores municipais de Caxias do Sul, na Serra, devem cruzar os braços novamente nesta segunda-feira. A paralisação promovida pelo sindicato da categoria na cidade é para pressionar a Prefeitura a atender as reivindicações.

Na primeira paralisação, quando foi decidido o estado de greve, vários servidores lotaram a frente da sede da Prefeitura. Segundo a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli são 41 solicitações, mas a principal é o reajuste de 5,5% acima da inflação. "Eles reajustaram de acordo com a inflação em janeiro, as senão for acima disso não teremos como compensar as perdas relacionadas a reforma da previdência. onde os aposentados, por exemplo, seguem pagando a partir de 14% do que recebem( em torno de R$ 2,8 mil mensais)", exemplifica.

Ela afirma que a despesa com o pessoal do município compromete 44% do orçamento, o que está abaixo dos 51% permitido por lei. Em Caxias do Sul há em torno de 11 mil servidores entre ativos e inativos. Outras reivindicações também elencadas são mais segurança nas escolas, nomeações de servidores onde há necessidade e contagem do tempo trabalhado durante a pandemia de covid-19, entre outros.

A programação para esta segunda-feira inclui concentração de servidores em frente à Prefeitura a partir das 8h. Para às 10h está programada uma aula pública. A assembleia que irá decidir os rumos da paralisação deverá começar às 14h no local.

Atendimentos garantidos

Em nota, a Prefeitura de Caxias do Sul garantiu que independentemente da paralisação os atendimentos à população seguirão sendo prestados nesta segunda-feira, porém podendo ocorrer alguma demora ou atraso nas entregas. Segundo o município, na sexta-feira o maior impacto ocorreu na rede municipal, onde das 82 escolas, 69 aderiram à paralisação, mas o dia letivo deve ser recuperado em dezembro. "Na área da saúde, não houveram impactos significativos nas UBSs e nos demais setores. Na cultura, apenas a Biblioteca Pública suspendeu o atendimento", relata a nota.

Para esta segunda-feira, os setores devem organizar as equipes para atendimento à população e ao permitir a participação de servidores no movimento. Os trabalhadores poderão utilizar recursos como banco de horas, falta justificada, folgas recorrentes de participação em eleições para compensação do tempo de paralisação. No caso das escolas, as famílias devem ser avisadas em caso de participação no movimento e a recuperação da carga horária planejada.

Sobre a proposta, o município propõe ganho real de 1% a ser pago na folha de setembro, além do percentual de 4,83% já completamente pago em janeiro deste ano referente ao índice inflacionário de 2024. "Esse índice representa o limite de viabilidade orçamentária do município. Para isso, será necessário minimizar os impactos financeiros da quantidade elevada de horas extras do município, necessitando o empenho de cada servidor a fim de manter o serviço prestado à população", destaca a nota. Sobre a lei de reestruturação de cargos e salários, a proposta é que seja implantada de forma escalonada partindo de 10% em agosto de 2026 a 22,5% em 2031. "A efetivação dessa proposta está condicionada à proposta de implementação de medidas de ajuste financeiro, entre as quais destacam-se a redução de horas extras, ampliação da carga horária na saúde e assistência e outras iniciativas que serão apresentadas à categoria no início de setembro, antes do envio do projeto à Câmara Municipal para apreciação", garante o município.

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