Começou nesta terça-feira e segue até a próxima quinta o 4º Simpósio do Projeto Soldado Cidadão, promovido pelo Exército, reunindo membros das Forças Armadas e entidades civis, representando mais de 20 Estados, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. O projeto em si promove qualificação e oportunidades de trabalho a jovens que executam o serviço militar obrigatório.
Criado em 2004, ele já capacitou mais de 225 mil jovens no Brasil todo, e somente no Rio Grande do Sul, em 2025, mais de 3,7 mil realizaram a capacitação. É a primeira vez que o simpósio, com apresentação de cases regionais e nacionais, ocorre no Sul do Brasil. “É muito grande e virtuosa esta nossa parceria com as entidades do Sistema S. A principal atividade do Exército é a defesa, mas temos espaço para esta área social", disse o coronel Léo Ivar Flores Júnior, coordenador do projeto no Comando Militar do Sul (CMS), que abrange o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
"Aqui, na realidade, é uma grande troca de experiências, apresentar o que cada um faz, as melhores práticas. Queremos entregar para a sociedade um cidadão cada vez mais produtivo, que tenha a capacidade de reerguer novamente o Estado”. Segundo ele, em razão desta parceria, mais de mil vagas foram abertas em cursos profissionalizantes no RS apenas neste ano.
No RS, está em andamento uma expansão do projeto, o Programa + Soldado Cidadão, com meta de matricular 10 mil jovens até 2027. Lançado no final de julho, ele foi desenvolvido a partir de uma cooperação entre o Sistema Fiergs e o CMS, com investimentos de R$ 12,6 milhões. Por meio dele, o Senai-RS, o Sesi-RS e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS) promovem qualificações no interior dos quartéis a quem está cumprindo o serviço militar.
“Quando estes jovens saem deste período e voltam para suas regiões, eles poderão ter minimamente uma profissão, para poder seguirem uma carreira. Durante o período militar, para muitos a falta de oportunidade pode ser um atraso, porque ficam sem ter feito um curso profissionalizante. Então é uma união de esforços, no nosso caso, para uma formação na área da indústria”, disse o gerente executivo da divisão de Educação Profissional do Senai-RS, Márcio Rogério Basotti. “Isto faz com que vá se formando um círculo virtuoso, onde o programa vai crescendo e o militar saia já empregado, evitando que seja cooptado pelo crime. Vai ao encontro de resolver um problema de mão de obra qualificada”, acrescentou.