Enquanto a cheia em Eldorado do Sul permanece como uma possibilidade, os moradores de regiões mais suscetíveis a cheias na cidade seguem o movimento de preparação das casas para a inundação. Nesta sexta-feira, ruas dos bairros Cidade Verde, Vila da Paz e Chácara eram marcadas pela presença de veículos de carga para mudanças e circulação de pessoas com sacolas de roupas e demais pertences pessoais.
Dentro das casas, aquilo que não era possível de ser retirado ficava sobre cadeiras, mesas e pallets, para evitar maiores estragos em caso de inundação. Moradora da avenida Dique, Carla Cristina Pereira conta que só será possível erguer seus móveis e eletrodomésticos, pois não tem onde deixar seus pertences. Ela e a filha, Priscila, que mora na casa ao lado, vão para cada de parentes em Canoas.
"Vamos sair só com a roupa do corpo. Levantar os móveis é um trabalho difícil. Estou desde o início da manhã fazendo isso. Nem consigo dormir direito preocupada que a água entre em casa. Estou desde o início da semana nervosa com isso tudo, mas não podemos perder o pouco que recuperamos", contou.
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Na mesma rua, a moradora Ketlin Jaques Menezes se preparava para sair de Eldorado do Sul por conta do risco da cheia. Além de erguer os móveis em casa, ela e o marido conseguiram apenas colocar algumas roupas em sacolas e prender um colchão no teto do carro. "Estamos desde segunda arrumando as coisas dentro de casa, mas com o rio subindo, decidimos sair. Não queremos perder tudo de novo", completou.
Além da movimentação nos bairros mais suscetíveis, a Defesa Civil Municipal também atuava na distribuição de pallets no bairro Picada. A região apresentava pontos de alagamentos em algumas ruas. Moradores também instalaram sacos de areia em frente aos portões para tentar conter o avanço da água.
De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social, 75 pessoas foram encaminhadas para o abrigo montado no Ginásio Eliseu Quinhones. Além disso, outras 21 foram atendidas no abrigo localizado no distrito de Parque Eldorado, que deverá ser desmobilizado a partir desta sexta-feira em função da redução do nível da cheia no local. Entretando, a pasta contabiliza ao menos outras 500 famílias que deixaram suas casas e foram para casas de amigos ou parentes.
"Estamos recém à cinco meses na gestão, mas nossa primeira ação foi proteger a cidade. Hoje está valendo a pena ter investido na Defesa Civil pela prevenção. A dor nos ensina, infelizmente, mas quero que essa cidade seja referência em proteção e prevenção", salientou a prefeita Juliana Carvalho.