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Três meses após início, DMLU segue avaliação dos novos contêineres de resíduos recicláveis em Porto Alegre

Órgão disse que conseguirá avaliar serviço somente em setembro, seis meses depois de ter iniciado

Três meses do novo sistema de contêineres de coleta automatizada
Três meses do novo sistema de contêineres de coleta automatizada Foto : Camila Cunha

Os contêineres verdes, parte do novo sistema de coleta automatizada exclusiva de resíduos recicláveis, com tampa fixa e janela de abertura no formato boca de lobo, já são parte da rotina de muitos moradores de Porto Alegre, assim como o vandalismo recorrente contra eles tem gerado prejuízos aos cofres públicos. Com instalação iniciada no último dia 12 de março, três meses depois o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) disse não ter ainda uma avaliação a respeito deles, acrescentando que terá um resultado concreto apenas seis meses depois de seu início, ou seja, somente em setembro.

A operação é conduzida pelo órgão público, com realização pelo Consórcio Porto Alegre Ambiental, formado pelas empresas ConeSul e RN Freitas, e vencedor de concorrência pública. A presença deles tem opiniões divididas. Uma moradora da Cidade Baixa, que não quis se identificar, disse acreditar que eles não cumprem sua função social, já que, com estas novas unidades, torna-se mais difícil recicladores individuais coletarem materiais para retirar seu sustento.

Mapa com os locais onde contêineres foram incendiados em Porto Alegre desde o início da operação | Foto: Leandro Maciel / Arte CP

Por outro lado, o ajudante Luiz Carlos Veiga Froes, morador do bairro Serraria e que trabalha em um restaurante na mesma Cidade Baixa, afirmou ter aprovado o projeto-piloto, e que outros moradores locais compartilham da mesma visão. “Já vi que pessoas em situação de rua tentaram se pendurar e abrir estes contêineres, porém não conseguiram. Eu acho que esse sistema é melhor, porque não deixaram mais o lixo na calçada. Sinceramente, as pessoas que moram aqui aprovam bastante, ao meu ver, enquanto o problema é com aqueles que estão na rua. Queria que tivesse um assim na frente da minha casa”, salientou ele.

Enquanto isso, 28 unidades verdes já foram incendiadas, conforme o DMLU, com o mais recente caso, até o começo da semana, ocorrido na rua da República, na altura do número 6, bairro Cidade Baixa. Os modelos, em Polietileno de Alta Densidade (PEAD), têm o custo unitário de cerca de R$ 12,8 mil, somados a isto valores de limpeza e outras despesas adicionais, chegando ao montante de R$ 20 mil cada. Assim, o prejuízo calculado pelo órgão chega a aproximadamente R$ 560 mil. São, ao todo, 450 equipamentos dentro da área-teste de parte dos bairros Centro Histórico, Cidade Baixa, Praia de Belas e Menino Deus.

Eles se somam aos 2.050 contêineres cinzas substituídos, com tampa móvel e pedal, disponíveis em 19 bairros, sendo 12 com atendimento integral. Depois deste prazo, caso haja sucesso, o programa piloto poderá ser expandido para outros locais da cidade. “O DMLU está investindo mais de R$ 84,5 milhões neste contrato para melhorar a coleta de resíduos, mas o sucesso também depende da participação ativa da população. Estamos acionando todas as medidas de segurança possíveis, mas pedimos a colaboração de todos, registrando denúncias que nos ajudem a identificar os infratores por meio do sistema 156”, disse o diretor-geral do DMLU, Carlos Alberto Hundertmarker.

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