Cidades

Trabalhadores do transporte coletivo de Santa Maria realizam manifestação

O protesto durou 3,5 horas e ocorreu em frente a garagem da Expresso Medianeira

Com faixa os trabalhadores trancaram a porta da garagem da principal empresa de transporte coletivo do município
Com faixa os trabalhadores trancaram a porta da garagem da principal empresa de transporte coletivo do município Foto : Daniel de Assis/ Rádio Medianeira 102.7/Divulgação /CP

A maioria dos moradores de Santa Maria, na Região Central, tiveram atrasos na saída para o trabalho na manhã desta segunda-feira. Funcionários do transporte coletivo realizaram uma manifestação entre 5h30min e 9h em frente a garagem da empresa Expresso Medianeira, que é uma das seis que integram o consórcio, sendo a responsável por mais de 60 % do serviço.

Segundo os organizadores da manifestação, em torno de 120 trabalhadores cruzaram os braços e 95 ônibus permaneceram estacionados durante o protesto. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Condutores de Veículos Rodoviários de Santa Maria e Região (Sitracover), Rogério Santos Costa, lembra que a base de dados da categoria é em primeiro de fevereiro. "Antes de fazer a manifestação participamos de cinco reuniões, sendo duas com a presença de representantes da prefeitura. A última que ocorreu no Ministério do Trabalho eles não estavam", observa.

Segundo ele, os empresários do consórcio disseram que sem o repasse do subsídio do município não há como dar aumento. "Eles alegam que a prefeitura deve para eles desde janeiro R$ 6 milhões e que sem este recurso não há como dar aumento para os funcionários. Dizem ainda que o que é arrecadado está apenas cumprindo os custos do óleo diesel e dos salários, inclusive ameaçam que poderão não ter como pagar o vale-alimentação", relata.

Os rodoviários pedem 100% de reposição da inflação do período que foi de 4,17%, 6% de perdas salariais referentes a pandemia de coronavírus quando trabalharam e não tiveram aumento no salário. Uma reunião entre a direção do sindicato deve ocorrer ainda na noite desta segunda-feira para determinar os próximos passos dos trabalhadores. "Também devemos ir até os terminais conversar com os funcionários do consórcio que estão indignados com a situação. No ano passado, paralisamos esta empresa em junho, com data database em 1º de fevereiro. Eles estão brincando. A paralisação foi apenas um sinal do que pode ocorrer", observou ele que não descartou a possibilidade de greve dos rodoviários. Atualmente, 550 entre cobrador, motorista, escritório e manutenção, trabalham nas seis empresas que fazem parte do consórcio, que teve a direção procurada, mas até o momento não obtivemos retorno.

A Prefeitura, por meio de nota, disse que acompanha a manifestação da empresa e seus desdobramentos no sentido de não haver prejuízo aos usuários, no sentido de não haver prejuízo aos usuários, uma vez que se trata de um serviço essencial para a população. " Sobre o pedido de revisão salarial, trata-se de uma convenção coletiva, sendo uma situação entre empresas e sindicato", finaliza.

Veja Também