Para reduzir drasticamente o número de mortes no trânsito no Brasil, a diretora institucional do programa Vida Urgente, Larissa Gonzaga, aponta a necessidade da redução da velocidade máxima em vias urbanas no país. Ela esteve nesta segunda-feira em visita ao Correio do Povo, acompanhada pelo coordenador de Comunicação e Relacionamento, Alexsander Madeira. O programa, que faz parte da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, completou 30 anos em maio deste ano.
A proposta de redução da velocidade máxima em vias urbanas faz parte de um projeto de lei de iniciativa da sociedade civil, incluindo o programa Vida Urgente, protocolado no Congresso Nacional em 2023. O texto pede que a velocidade máxima permitida em vias de grande porte, como avenidas e perimetrais, seja reduzida dos atuais 60 km/h para 50 km/h, atendendo também uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Larissa destaca que, nos últimos anos, a atuação do programa Vida Urgente tem focado em três eixos: a educação sobre o trânsito, construção de políticas públicas na área (como o projeto de lei) e assistência para familiares de vítimas de acidentes de trânsito. “Apesar de estar dentro da lei, a velocidade máxima atual (60 km/h) é capaz de tirar a vida de pedestres atropelados e de motociclistas”, apontou a diretora institucional.
O coordenador de comunicação do programa Vida Urgente alertou para o aumento de acidentes de trânsito envolvendo motociclistas em Porto Alegre. Ele também lamentou o alto número de vítimas fatais em acidentes no Brasil. Em 2023, o país foi o 5º com o maior número de óbitos, com 34.881 mortes. “Por esse número, a cada dia morrem cerca de 100 pessoas. É como se um avião caísse por dia”, completou Madeira.