Economia

Acionistas da OGX entram com ação contra Eike Batista

Grupo acusa empresário de prestar informações inidôneas que causaram prejuízos milionários

Um grupo de quatro acionistas minoritários da OGX entrou, nesta quinta-feira, com ação cível contra o empresário Eike Batista na Justiça Federal do Rio. Na petição inicial, Márcio de Melo Lobo, Henrique Nunes, Mauricio Nahas e Toth Brondi pedem ressarcimento por perdas devido a informações supostamente inidôneas prestadas pelo controlador da companhia. A petição inicial e seus anexos, com um relatório feito pelos acionistas, tem mais de 400 páginas.

"Tenho 30 anos de mercado de capitais, mas perdi totalmente a confiança para investir na Bolsa. Vamos tentar mostrar ao juiz o tamanho do prejuízo e buscar ressarcimento. Vemos políticos sendo condenados, mas nunca vimos o presidente de uma grande companhia ser responsabilizado por má-gestão", diz Henrique Nunes.

Além de Eike, são réus na ação o pai do empresário, Eliezer Batista, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Eliezer é acusado, na qualidade de conselheiro, de ter sido omisso na fiscalização das informações prestadas ao mercado. Já a CVM, xerife do mercado de capitais, é acusada pelos minoritários de ter sido negligente na fiscalização da companhia e na prestação de informações pelo controlador da OGX, Eike Batista.

O prejuízo calculado com base no valor de compra das ações e da atual cotação dos papéis, hoje valendo centavos, supera os R$ 3 milhões. Os autores, entretanto, pedem na ação que a Justiça calcule o valor das perdas. A ação também menciona violações à Lei das S.A., como manipulação de mercado e uso de informações privilegiadas.


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