"Tenho 30 anos de mercado de capitais, mas perdi totalmente a confiança para investir na Bolsa. Vamos tentar mostrar ao juiz o tamanho do prejuízo e buscar ressarcimento. Vemos políticos sendo condenados, mas nunca vimos o presidente de uma grande companhia ser responsabilizado por má-gestão", diz Henrique Nunes.
Além de Eike, são réus na ação o pai do empresário, Eliezer Batista, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Eliezer é acusado, na qualidade de conselheiro, de ter sido omisso na fiscalização das informações prestadas ao mercado. Já a CVM, xerife do mercado de capitais, é acusada pelos minoritários de ter sido negligente na fiscalização da companhia e na prestação de informações pelo controlador da OGX, Eike Batista.
O prejuízo calculado com base no valor de compra das ações e da atual cotação dos papéis, hoje valendo centavos, supera os R$ 3 milhões. Os autores, entretanto, pedem na ação que a Justiça calcule o valor das perdas. A ação também menciona violações à Lei das S.A., como manipulação de mercado e uso de informações privilegiadas.