Economia

Alckmin: lei da reciprocidade será aplicada no devido tempo

Governo brasileiro busca um entendimento antes de aplicar a lei em resposta às tarifas americanas sobre produtos brasileiros

Alckmin reforçou que "a lei da reciprocidade, uma belíssima lei, será aplicada no seu devido tempo
Alckmin reforçou que "a lei da reciprocidade, uma belíssima lei, será aplicada no seu devido tempo Foto : EVARISTO SA / AFP

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira (1º) que o Brasil prefere a negociação para resolver a disputa comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, o governo brasileiro busca um entendimento antes de aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

Alckmin reforçou que "a lei da reciprocidade, uma belíssima lei, será aplicada no seu devido tempo, mas o que nós queremos é resolver através da negociação." A declaração vem após o presidente Lula autorizar o Ministério das Relações Exteriores a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para avaliar medidas contra os EUA.

Medidas de governo e relações externas

O vice-presidente também anunciou que será publicada uma portaria suspendendo o pagamento de tributos no regime de drawback, medida que atende a um pedido do setor produtivo. "As empresas vão ter um ano sem precisar pagar o imposto, nem precisar pagar a multa e podem exportar tanto para os Estados Unidos quanto para outros países", explicou.

Alckmin destacou que o Brasil busca uma aproximação tanto com os Estados Unidos quanto com a China. Ele ressaltou a importância de ambos os parceiros: a China é o maior parceiro comercial do Brasil, enquanto os EUA são o maior investidor no país. "A tarefa é nos aproximarmos dos dois, não é incompatível", afirmou.

Balanço de viagem e regulação de Big Techs

Durante a entrevista, Alckmin fez um balanço positivo de sua recente viagem ao México, destacando a afinidade e o potencial de complementaridade econômica entre os dois países. "Eu diria que foi uma viagem muito proveitosa, com bons resultados para o agro, bons resultados para serviços e investimentos", defendeu.

O vice-presidente também comentou a recente reunião com representantes das big techs, afirmando que a regulação dessas empresas é um tema global. "Esse é um tema que o mundo está discutindo, estão sendo estabelecidas regras mínimas para ter cuidado com o conjunto da sociedade", pontuou.

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