Economia

Almoço debate desafios e oportunidades para exportação

Economia chinesa ganha destaque como maior parceiro comercial brasileiro

Especialista em comércio internacional, Fernando Ulrich, palestrou sobre expansão do mercado chinês
Especialista em comércio internacional, Fernando Ulrich, palestrou sobre expansão do mercado chinês Foto : Alina Souza

Em um cenário de crescentes incertezas no panorama econômico global, o Conselho do Prêmio Exportação RS promoveu um debate sobre os desafios e oportunidades. O encontro foi realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomercio RS), em Porto Alegre.

Apesar do cenário de incertezas provocado principalmente pelos impactos do conflito no oriente médio, o CEO do Prêmio Exportação RS, Edmilson Milan, se mostra otimista quanto à criação de novas oportunidades para o mercado comercial brasileiro e gaúcho. “Aqui no Brasil, nós podemos aproveitar e direcionar, por exemplo, o crescimento dos nossos produtos com a América do Sul ou, até mesmo pra Europa que em breve estará operando em acordo com Mercosul”, afirma o dirigente.

O evento recebeu o painel “Como o duelo Estados Unidos-China redefine a exportação mundial” e reuniu autoridades e empresários na sede do Sistema Fecomércio em Porto Alegre. O objetivo do debate foi vislumbrar oportunidades no novo cenário de amplo crescimento da economia chinesa, que em termos de comparação entre renda e custo de vida, já ultrapassa os Estados Unidos em tamanho de mercado.

“A China é o maior parceiro comercial do Brasil, mas também ocupa essa posição nas relações econômicas com outros 120 países”, explicou Ricardo Geromel, especialista do ecossistema chinês no Brasil e um dos palestrantes do evento. “No ano passado, o Brasil exportou para a China o dobro do que exportou para o segundo maior parceiro, que é os Estados Unidos”, completou o especialista.

Na avaliação do especialista, as relações do país asiático com o Brasil foram beneficiadas após a imposição das massivas tarifas impostas pelo Governo Trump sobre importações para solo estadunidense. “Atualmente, 71% das importações chinesas de soja vem do Brasil contra 20% dos Estados Unidos em retaliação ao tarifaço imposto por Trump e 45% do petróleo exportado pelo Brasil vai para um único país: a China”, destaca o especialista que adverte sobre a dependência comercial das relações com a potência oriental.

O especialista em economia e mercado internacional, Fernando Ulrich, também palestrou no encontro e destacou o crescimento da economia chinesa e o movimento que busca a valorização da sua moeda. No entanto, o palestrante é comedido ao avaliar qualquer previsão sobre o cenário comercial global.

“O que a gente pode prever com algum nível de certeza é que quanto mais o conflito se arrasta maiores serão impactos. A saída é buscar ter o máximo de resiliência e capacidade de adaptação. O que é mais necessário agora é conseguir responder a essas incertezas quando elas se concretizarem”, destaca.

Chegando a 54ª edição, o Prêmio Exportação RS se posiciona como um impulsor do comércio exterior brasileiro e valoriza iniciativas inovadoras e práticas para o desenvolvimento de uma rede robusta de expansão da economia nacional. As inscrições podem ser feitas pelo site da seccional gaúcha da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil até 12 de março. A cerimônia de entrega da premiação acontece no dia 6 de agosto.

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