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Entenda como a guerra no Oriente Médio se expande e quais países já foram atacados

Conflito ganhou mais força desde o último dia 28

Líbano é um dos países que é atacado
Líbano é um dos países que é atacado Foto : Fadel Itani / AFP / CP

A escalada militar no Oriente Médio, desencadeada pela Operação Fúria Épica, no último dia 28, transformou-se em um conflito regional de grandes proporções. O que começou como um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o programa nuclear e a liderança do Irã resultou em uma retaliação em massa que atingiu alvos em pelo menos 12 países e territórios, além de ataques diretos a infraestruturas civis e navais.

Desde o início da ofensiva, as operações se expandiram rapidamente para além das fronteiras dos três protagonistas principais.

Ataques diretos e invasões

Irã: Alvo central da coalizão EUA-Israel. Cidades como Teerã, Isfahan, Qom e Karaj sofreram bombardeios massivos visando instalações a cúpula do governo.

Israel: Alvo de vários drones e mísseis balísticos lançados pelo Irã e por grupos aliados (Hezbollah e milícias no Iraque).

Líbano: Forças israelenses expandiram incursões terrestres e ataques aéreos no sul do país e em Beirute, visando neutralizar o Hezbollah.

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Retaliação iraniana contra aliados ocidentais

Em resposta ao ataque inicial, Teerã e seus aliados dispararam contra bases militares e infraestruturas nos seguintes países:

Emirados Árabes Unidos: Drones atingiram as proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai e torres de luxo.

Kuwait: Ataques contra instalações de aviação civil e a embaixada dos EUA.

Jordânia, Catar e Barém: Bases militares que abrigam tropas americanas foram alvos de mísseis. O Barém reportou a interceptação de mais de 170 drones.

Iraque: Ataques tanto contra bases americanas quanto em território do Curdistão iraquiano.

Arábia Saudita: Registro de ataques com drones contra alvos diplomáticos e militares.

Outras regiões envolvidas

Síria: Bombardeios frequentes de Israel contra ativos iranianos em solo sírio.

Iêmen: Os Houthis retomaram ataques a navios no Mar Vermelho em solidariedade ao Irã.

Azerbaijão, Turquia e Chipre: Citados em relatórios de inteligência e monitoramento como áreas sob risco ou que sofreram impactos logísticos e de defesa devido à proximidade e ao uso de espaços aéreos.

Impactos globais e a "guerra naval"

O 12º dia de conflito (11 de março) marcou uma nova fase com o ataque a pelo menos três navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Irã declarou o bloqueio da via — por onde passa 20% do petróleo mundial —, o que causou o fechamento de rotas e disparou os preços da energia no G7.