Economia

ANP cobrará explicação de distribuidoras por reajuste da gasolina

Reunião deve ser realizada até sexta-feira

Visitados pela reportagem da Guaíba, postos de combustíveis com bandeira em Porto Alegre – aqueles que mantêm contrato com a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, vendiam gasolina a R$ 2,799 o litro, na manhã desta segunda-feira. Uma semana atrás, o combustível era comercializado a um custo dez centavos mais baixo. Nas redes sociais há relatos de preços ainda maiores no mercado. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai marcar uma reunião com as distribuidoras e pedir explicações. O órgão avaliou que as empresas praticaram reajuste, o que pode explicar o custo mais alto nas bombas. A reposição ocorreu em todo o Brasil, mas no Rio Grande do Sul (RS) o percentual foi maior, conforme a ANP. A reunião deve ser realizada até sexta-feira.

Na segunda semana de outubro, navios foram impedidos de se conectar aos dutos da Petrobras em Tramandaí devido às más condições do tempo. A situação no litoral Norte foi normalizada ainda na quarta-feira, dia 17. Em função do tempo necessário para refinar a matéria bruta, a estimativa é que a distribuição se normalize nos postos na próxima quarta-feira, dia 24. O coordenador regional da ANP no RS, Édison Silva, havia dito que, para evitar o reajuste nas bombas, a Refap havia se comprometido a assumir o custo extra com a compra de gasolina de outros Estados. Esse acordo não envolve os postos independentes (sem bandeira), onde a gasolina também subiu, mas levanta dúvidas sobre por que motivo houve reajuste também nos postos conveniados.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado (Sulpetro), Adão Oliveira, explicou que a entidade não interfere na política de preços e que o valor do produto é definido pelo dono de cada posto. A representação reúnde proprietários de postos com bandeira. Já os estabelecimentos independentes admitem necessidade de cobrar mais do consumidor em função do frete.

A Procuradoria da República no Rio Grande do Sul instaurou um Procedimento Administrativo a fim de apurar os motivos do desabastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul. Uma das preocupações dos procuradores é justamente o aumento indevido no preço.

Levantamento da Sulpetro revela que ainda falta de gasolina em parte dos postos de Porto Alegre Campo Bom, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Canoas e Santa Cruz do Sul.


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