Segundo Silva, a Refinaria de Petróleo Alberto Pasqualini (Refap), principal produtora de gasolina no Estado, está trabalhando para evitar a falta do produto. "A Refap e as distribuidoras tomaram todas as providências, e nós estamos monitorando, para que tenhamos um verão tranquilo", garantiu o dirigente.
A possibilidade de falta de gasolina é salientada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado (Sulpetro), que representa a maior parte dos postos no RS. Para o presidente do fórum, Alcebíades Santini, o desabastecimento pode se manter até fevereiro. Ele disse que durante os três meses há aumento na demanda. Aliado a isso, está o fato de a frota gaúcha ter crescido – estimativa de 230 mil novos veículos até o fim do ano – e a insuficiência do país em produzir gasolina. A Petrobras importa 20% do que é consumido, informou.
Santini disse ainda que não há estoque do produto para abastecer a população durante a ocorrência de algum imprevisto, como o que ocorreu no mês passado, quando navios da Petrobrás não conseguiram se conectar aos dutos da petroleira e descarregar o material que é transformado em gasolina. O fórum esteve reunido para abordar o tema Desabastecimento de Combustíveis: Consequências e Riscos Futuros. Durante o encontro ficou definida a criação de um comitê para acompanhar a situação. A primeira reunião do grupo vai ocorrer ainda em novembro.