A volatilidade deu o tom dos negócios no mercado de câmbio nesta terça-feira. Depois de oscilar entre a máxima de R$ 4,15 (+1,72%) e a mínima de R$ 4,012 (-1,67%), o dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, cotado a R$ 4,063. A moeda norte-americana dava sinais de que teria mais um dia de valorização frente ao real no período da manhã, uma vez que a alta prevalecia mesmo diante das intervenções do Banco Central.
O BC ofertou US$ 3 bilhões ao mercado no início do dia, por meio de um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) e dois leilões de linha (venda de moeda com compromisso de recompra). Um dos motivos para a pressão sobre o dólar foi a disputa dos investidores pela ptax do dia (média das cotações de quatro coletas da primeira parte da sessão).
Com a ptax de hoje definida, a moeda passou a cair após as 13 horas, em sintonia com a tendência no exterior. Além dos dados do Governo Central, o cenário político também trouxe influência positiva aos negócios. A notícia de que a presidente Dilma Rousseff ofereceu sete ministérios ao PMDB na reforma política alimenta as expectativas de recomposição da base de apoio do governo. No tradicional leilão de rolagem de swaps cambiais feito diariamente pelo BC, foram vendidos hoje apenas 5.900 contratos, contra os 9.450 ofertados. O BC anunciou que os 3.550 contratos remanescentes serão ofertados novamente nesta quarta.
Bovespa fecha em alta
A Bovespa teve uma sessão de tímida recuperação, ao fechar com pequena alta e baixo volume de negócios. Após sete quedas consecutivas, com as quais acumulou perda de 9,46%, o Índice Bovespa terminou o dia em 44.131,82 pontos, com valorização de 0,40%. O volume de negócios somou R$ 5,095 bilhões.
O mercado de ações operou em alta durante todo o dia, mas teve poucos momentos de maior entusiasmo. O cenário internacional mais tranquilo e a alta do petróleo foram fundamentais para determinar o sinal positivo no mercado brasileiro, puxado principalmente pelas ações da Petrobras. Os papéis da companhia estatal acompanharam de perto as cotações do petróleo e sustentaram alta expressiva durante todo o dia. Ao final do negócios, Petrobras PN teve alta de 2,33% e Petrobras ON, de 2,35%.
No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a subir 1,31%, pela manhã, mas os números do Governo Central em agosto também garantiram uma puxada à tarde. Enquanto o mercado esperava um déficit entre R$ 6,5 bilhões e R$ 19,5 bilhões, o Tesouro anunciou um resultado negativo de R$ 5,08 bilhões. O dado menos pior que o estimado incentivou a compra de ações, mas não o suficiente para sustentar os preços.
Após abrir em alta, dólar recua e fecha a R$ 4,063
Bovespa terminou o dia com alta de 0,40%