Economia

Após saída do Reino Unido da UE, Bovespa encerra o dia em baixa de 2,82%

Dólar fechou cotado em R$ 3,38 nesta sexta-feira

Durante o dia os mercados da Europa, América e Ásia operaram em baixa, com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia
Durante o dia os mercados da Europa, América e Ásia operaram em baixa, com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia Foto : Daniel Sorabji / AFP / CP
Durante todo o dia os mercados da Europa, América e Ásia operaram em baixa, com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. No continente europeu, as quedas foram as maiores desde 2008. No Brasil, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em baixa de 2,82%, aos 50.105,26 pontos. Já o dólar comercial, após abrir em forte alta, encerrou a sexta-feira cotado a R$ 3,38 na venda, alta de 1,05% em relação a ontem. 

O dólar começou o dia vendido a R$ 3,43, depois da divulgação dos resultados do referendo em que foi decidida a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Nas horas seguintes, no entanto, a alta diminuiu. Na mínima do dia, por volta das 11h10, a moeda chegou a ser vendida a R$ 3,353. A divisa acumula queda de 6,4% em junho e de 14,4% em 2016.

Enquanto o dólar subiu, o euro e a libra tiveram fortes quedas, influenciados pela movimentação que tomou conta dos mercados globais depois da confirmação da vitória dos partidários do Brexit – como se chama o movimento que defende a retirada do país da UE.

O euro caiu R$ 0,067 (-1,77%) e fechou em R$ 3,747. A libra esterlina, moeda do Reino Unido, caiu R$ 0,399 (-7,97%), fechando a R$ 4,609. Ontem, a moeda britânica tinha fechado a R$ 5,008.

Na Bolsa, o dia foi de pessimismo, dominado por investidores que tiveram de se desfazer de ações no Brasil para cobrir prejuízos no exterior. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia com queda de 2,82%, aos 50.105 pontos. 

As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram. Os papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionistas, despencaram 5,15%, para R$ 11,43. As ações preferenciais, com preferência na distribuição de dividendos, caíram 4,34%, para R$ 9,25.

Ásia

Além dos pregões europeus, as bolsas asiáticas também tiveram fortes quedas, especialmente no Japão, onde a perda foi de 7,92%. China (-1,33%), Hong Kong (-2,92%) e Austrália (-3,17%) acompanharam as quedas. Nos Estados Unidos, os mercados também acumularam perdas: o índice Dow Jones fechou em queda de 3,38%, o pior desde 2011, e a Nasdaq, de quase 4%.

No mercado de câmbio, na Europa, a libra esterlina apresentou sua maior queda desde 1985, despencando para 1,3228 perante o dólar.

Europa

Apesar do choque inicial, que fez o FTSE 100 chegar a cair mais de 10%, o índice fechou em queda de 3,15%, aos 6.138,69 pontos. Na semana, no entanto, Londres acumula alta de 1,95% a única no campo positivo. Mesmo assim, o dano às ações foi gigantesco, com o setor de construção caindo 30% e o bancário recuando 20%. A construtora Barratt Developments despencou 23,84%, enquanto o Barclays afundou 17,68%. Já o Royal Bank of Scotland perdeu 18,04%.

A maior queda foi registrada pelo índice FTSE Mib, de Milão, que desabou 12,48% e fechou na mínima, aos 15.723,81 pontos. O setor bancário é o maior afetado pelo Brexit e, como o FTSE Mib é amplamente composto por instituições financeiras, não teria como ser diferente. O Intesa Sanpaolo tombou 22,94% e o Banco Popolare despencou 23,30%. Na semana, o acumulado do FTSE Mib é de queda de 7,09%.

Em Madri, o Ibex 35, outro índice composto por muitos bancos, despencou 12,35%. O Banco de Sabadell perdeu 19,29%, o Santander desabou 19,89% e o Bankia amargou queda de 20,78%. Em Frankfurt, o DAX caiu 6,82%, aos 9.557,16 pontos e encerrou a semana com queda acumulada de 0,77%. Como era esperado, os bancos foram fortemente atingidos pela surpresa do Brexit, com o Deutsche Bank desabando 14,13% e o Commerzbank 12,99%.

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