No âmbito externo, a moeda norte-americana foi beneficiada por rumores de que o Banco Central Europeu (BCE) estaria considerando reintroduzir operações de liquidez de 12 meses para os bancos. Por aqui, o dólar continuou refletindo os efeitos da intervenção do Banco Central realizada no dia anterior. Agora, a expectativa é com a reunião do G-7 neste final de semana, no âmbito da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Washington.
Pela manhã, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, admitiu que o risco de recessão global está mais alto hoje, mas que o Brasil está bem preparado para enfrentá-la. Segundo Tombini, no entanto, o BC está atento à deterioração do cenário externo. "Temos visto muita volatilidade. Temos instrumentos e estamos prontos para intervir e garantir que o mercado funcione apropriadamente", afirmou na 2011 Brazil Economic Conference, promovida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Washington.
Bovespa termina quinto dia em baixa
A Bovespa completou hoje uma semana no vermelho, período no qual saiu dos 57 mil pontos para os 53 mil. O pregão, entretanto, não entregou fácil as perdas: o movimento foi extremamente volátil, em razão do noticiário mais fraco no exterior e da ausência de indicadores. Isso fez com que fosse registrado um movimento seletivo de compras, limitado pela proximidade do final de semana, quando ocorrem reuniões do Fundo Monetário Nacional (FMI) e entre representantes da Grécia e da troica, em Washington. A queda do dólar induziu os estrangeiros a se desfazerem de posições no mercado acionário.
O Ibovespa terminou o pregão perto da estabilidade, com pequena baixa de 0,09%, aos 53.230,36 pontos. Na mínima, registrou 52.754 pontos (-0,99%) e, na máxima, os 53.855 pontos (+1,08%). Nesta semana, acumulou baixa de 6,95%, no pior resultado desde a semana encerrada em 5 de agosto deste ano (-9,99%). As perdas em setembro, assim, atingem 5,78% e, no ano, 23,19%.
Pregão volátil
O pregão foi extremamente volátil, diante do clima mais calmo lá fora. Os investidores estrangeiros, segundo uma fonte, atuaram na ponta vendedora, estimulados pela queda do dólar. A moeda norte-americana perdeu 3,56%, para R$ 1,842 no balcão. Um outro operador comentou que os investidores ficaram na defensiva por causa do final de semana, com o encontro do FMI em Washington e também da Grécia com representantes da troica.
Com a queda das commodities, as ações de matérias-primas recuaram aqui. Vale ON perdeu 0,72%, PNA, -1,39%, Petrobras ON, -1,87%, PN, -1,74%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro recuou 0,82%, a US$ 79,85. Nos Estados Unidos, o Dow Jones terminou com ganho de 0,35%, aos 10.771,48 pontos, S&P avançou 0,61%, aos 1.136,43 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,12%, aos 2.483,23 pontos.