Segundo ela, as medidas são as de sempre: "swaps, eventualmente comprando ou vendendo dólares em quantidade quando tem problema no mercado e acreditando que as coisas vão se ajustar". "Mas quero dizer que estamos prontos, completamente prontos", acrescentou a presidente.
Dilma avaliou que o que tem acontecido nos últimos dias é uma percepção pelo mercado de que é necessário que se resolva a questão da Grécia. "Não se pode mais protelar o problema. Isso é importante não só pela Grécia, mas para evitar o contágio", disse.
Ela destacou que os mercados, no curto prazo, são assim mesmo. "Eles têm essa volatilidade, como sobem, eles descem. A política do Banco Central e a orientação do ministro Guido é de estabilizar o mercado brasileiro", completou.
Ação do Banco Central
Nesta quinta, o Banco Central anunciou retorno às operações que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, em um momento de alta da moeda norte-americana. A última vez em que o BC tinha feito esse tipo de atuação foi em 26 de junho de 2009.
Após a medida, o dólar diminuiu o ritmo de alta. Na máxima, a moeda americana chegou a subir 5,8%, a R$ 1,952, mas arrefeceu a valorização estava cotada a R$ 1,87 no final desta manhã. Ontem, a divisa encerrou a R$ 1,84, na maior alta diária desde a crise de 2008. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta quinta-feira, 22, com recuo de 2,99%.
O swap cambial é uma troca oferecida pelo Banco Central aos investidores por meio da venda de contratos em leilões no mercado. No swap cambial tradicional, o Banco Central oferece ao investidor receber remuneração em juro, em troca da remuneração em dólar.
Esses contratos foram muito vendidos nas épocas de forte valorização do real. Como nos contratos de swap cada uma das pontas se compromete a pagar a oscilação de uma taxa, se a variação do juro for maior que a do câmbio no período de vigência do contrato, o investidor receberá mais do que precisará pagar.
Às 15h, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operavaem queda de 5,29% com 52.920 pontos. O mercado de ações brasileiro segue a tendência das bolsa europeias, que registraram ao longo do dia queda média de 4%, e das asiáticas, que caíram 4,85% na média diária.
As baixas refletem o clima de incertezas sobre as negociações das dívidas de países da zona do euro, em especial a Grécia. Também há desconfiança se as medidas anunciadas ontem pelo pelo Banco Central dos Estados Unidos serão capazes de reativar a economia norte-americana.
Houve ainda uma intensa alta do dólar, que chegou a ser cotado a R$ 1,95, o que levou o Banco Central (BC) a retomar as operações de venda de dólares no mercado futuro. Após a atuação da autoridade monetária brasileira, a moeda norte-americana recuou para um patamar de R$ 1,87.