O secretário de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), Ademir Wiederkehr, que participou do encontro, explicou que a proposta visa garantir mais segurança para os funcionários e clientes de bancos, que estão sujeitos constantemente a ações violentas. Ele citou o grande número de ataques, entre assaltos, arrombamentos e explosões a caixas eletrônicos: Em 2011, 49 pessoas morreram em todo o País, vítimas de assaltos, sendo quatro no Rio Grande do Sul.
Segundo o diretor jurídico Lúcio Paz, os cinco maiores bancos do País lucraram mais de R$ 50 bilhões no ano passado, mas aplicaram cerca de R$ 2,6 milhões em segurança bancária, o equivalente a apenas 5%.
Conforme o secretário, a legislação federal sobre o tema deverá ser atualizada e ampliada com a criação de um estatuto de segurança privada, mas já existem leis municipais com mecanismos de proteção. O objetivo é propor uma lei estadual para que sejam ampliados os equipamentos de proteção contra assaltos em agências, como portas de segurança com detector de metais antes do autoatendimento; câmeras internas e externas para monitoramento em tempo real; vidros blindados nas fachadas; biombos entre a fila de espera e os caixas; assim como entre os caixas, para que haja privacidade nas operações e os clientes não sejam vítimas das "saidinhas de banco".
Em Porto Alegre, existe uma lei que exige a colocação de vidros blindados nas fachadas dos bancos, mas Wiederkehr afirmou desconhecer alguma instituição que tenha instalado esse tipo de proteção. Ele pediu que a Prefeitura fiscalize os locais, a fim de garantir que seja cumprida a legislação. Além disso, os representantes dos trabalhadores solicitaram melhorias na segurança pública, com mais policiais e viaturas nas ruas, totalizando um conjunto de medidas que visam melhorar a segurança da população para frequentar os bancos.