O Banco Central (BC) interrompeu nesta quarta-feira um ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que provocou turbulências nos mercados.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a taxa Selic inalterada em 13,75% ao ano, um dos patamares mais elevados do mundo.
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Foi a primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o estresse nos mercados após o segundo turno da eleição, cresceu a aposta de que o Comitê interromperia os cortes da Selic, e, às vésperas do encontro, o mercado estava dividido sobre qual seria o desfecho.
O Copom "segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza", afirmou em comunicado.
A decisão interrompeu um ciclo de cinco cortes consecutivos iniciado em março, após quase dois anos de manutenção da taxa em patamar elevado. Durante seu governo, Lula pressionou o Banco Central, uma instituição independente, pela redução da Selic para estimular a economia.
Os juros elevados encarecem o crédito e desestimulam o consumo, o que reduz a pressão sobre os preços, mas também os investimentos. O BC tem mantido uma postura cautelosa diante das restrições ao fornecimento de petróleo provocadas pela guerra no Oriente Médio, que geraram uma alta global dos preços.
Lula chega ao fim de seu terceiro mandato com emprego em nível recorde e inflação sob controle, embora a perda do poder de compra continue sendo uma das principais preocupações dos brasileiros.