Em junho de 2025, o preço da cesta básica da cidade de Porto Alegre registrou variação de 1,50%, passando a custar R$ 831,37. Dos 13 itens pesquisados, cinco apresentaram aumento: o tomate (16,90%), a farinha de trigo (3,19%), o café (1,74%), a carne (1,02%) e a manteiga (0,03%). Por outro lado, oito produtos ficaram mais baratos: o feijão (-8,52%), o arroz (-2,03%), o leite (-1,48%), a banana (-1,37%), o óleo de soja (-0,77%), a batata (-0,51%), o açúcar (-0,42%) e o pão (-0,34%).
De janeiro a junho a cesta acumula alta de 6,08%. No ano, oito produtos ficaram mais caros: café (65,73%), tomate (81,70%), farinha de trigo (3,95%), carne (3,69%), leite (2,88%), açúcar (2,81%), manteiga (2,49%) e pão (2,34%). Em sentido oposto, cincos itens ficaram mais baratos: feijão (-25,83%), arroz (-17,13%), banana (-13,32%), batata (-6,30%) e óleo de soja (-4,70%).
No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta registra variação de 3,29%. Foram registrados aumentos em cinco dos 13 produtos da cesta: café (105,62%), óleo de soja (22,15%), carne (20,25%), manteiga (6,27%) e pão (3,20%). Outros oito itens acumularam quedas: batata (-39,71%), feijão (-24,17%), arroz (-19,76%), banana (-12,84%), tomate (-10,69%), farinha de trigo (-5,39%), leite (-4,64%) e açúcar (-2,46%).
Quantidade de trabalho para adquirir cesta
Em junho de 2025, o trabalhador de Porto Alegre, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00, precisou trabalhar 120 horas e 29 minutos para adquirir a cesta básica. Em maio de 2025, o tempo de trabalho necessário foi de 118 horas e 42 minutos e em junho do ano passado de 125 horas e 24 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer em maio de 2025, 59,21% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em maio de 2025, o percentual foi de 58,33% e em junho de 2024 de 61,62%.
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Preço diminui em 11 capitais
O valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 11 localidades e aumentou em outras seis capitais onde o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.
Entre maio e junho de 2025, as quedas mais importantes ocorreram em Aracaju (-3,84%), Belém (-2,39%), Goiânia (-1,90%), São Paulo (-1,49%) e Natal (-1,25%). As maiores altas foram registradas em Porto Alegre (1,50%) e Florianópolis (1,04%).
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 882,76), seguida por Florianópolis (R$ 867,83), Rio de Janeiro (R$ 843,27) e Porto Alegre (R$ 831,37). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 557,28), Salvador (R$ 623,85), João Pessoa (R$ 636,16) e Natal (R$ 636,95).
A comparação dos valores da cesta, entre junho de 2024 e junho de 2025, mostrou que quase todas as capitais tiveram alta de preço, com variações entre 1,73%, em Salvador, 9,39%, em Recife. A redução ocorreu em Aracaju (-0,83%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, todas as cidades pesquisadas apresentaram alta nos preços da cesta, com taxas que oscilaram entre 0,58%, em Aracaju, e 9,10%, em Fortaleza.
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Quanto salário mínimo deveria ser
Com base na cesta mais cara, que, em junho, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em junho de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.416,07 ou 4,89 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.518,00. Em maio, o valor necessário era de R$ 7.528,56 e correspondeu a 4,96 vezes o piso mínimo.
Em junho de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.995,44 ou 4,95 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412,00.