O preço da cesta básica de Porto Alegre subiu 1,49% em outubro em relação a setembro. O valor ficou em R$ 823,57, a terceira cesta mais cara entre as capitais pesquisadas - atrás de São Paulo (R$847,14%) e Florianópolis (R$824,57). No mês anterior, Porto Alegre ocupava a segunda posição.
Na comparação com outubro de 2024, o valor acumulou elevação de 6,36%. Ao longo de 2025, a alta acumulada foi de 5,08%. Os dados são da Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Entre setembro e outubro de 2025, os preços médios de seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento: tomate (14,58%), batata (9,45%), óleo de soja (5,62%), banana (3,35%), pão francês (0,80%) e manteiga (0,06%).
Os outros sete itens apresentaram redução nos valores: feijão preto (-3,90%), leite integral (-2,97%), arroz agulhinha (-2,85%), a farinha de trigo (-0,62%), açúcar refinado (-0,42%), a carne bovina de primeira (-0,36%) e café em pó (-0,35%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações nos preços de sete dos 13 produtos: café em pó (70,92%), tomate (25,18%), óleo de soja (22,51%), carne bovina de primeira (15,87%), açúcar refinado (5,53%), pão francês (4,50%) e manteiga (4,41%).
Houve redução nos preços de seis itens: batata (-41,68%), feijão preto (-36,24%), arroz agulhinha (-26,50%), leite integral (-4,55%), farinha de trigo (-2,30%) e banana (-0,18%).
No acumulado do ano, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, 10 produtos registraram alta: tomate (59,42%), café em pó (59,28%) e óleo de soja (5,73%), carne bovina de primeira (5,12%), farinha de trigo (4,93%), pão francês (3,93%), açúcar refinado (3,25%), manteiga (2,70%), banana (2,68%) e leite integral (0,77%).
Os alimentos com queda nos valores médios foram: feijão preto (-34,31%), batata (-32,63%) e arroz agulhinha (-25,70%).
- IBGE: metade dos municípios não tinha órgão gestor de segurança alimentar e nutricional em 2024
- RS: apesar de enchente de 2024, estado manteve estrutura de Segurança Alimentar, diz IBGE
- Proporção de famílias de casal sem filhos quase dobra em 22 anos, aponta IBGE
Cesta chega a custar 58,65% da renda
Em outubro de 2025, o trabalhador de Porto Alegre remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou trabalhar 119 horas e 22 minutos para adquirir a cesta básica. Em setembro de 2025, o tempo de trabalho necessário havia sido de 117 horas e 36 minutos. Em outubro de 2024, quando o salário mínimo foi de R$ 1.412,00, o tempo de trabalho necessário ficou em 120 horas e 38 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em outubro de 2025, 58,65% da renda para adquirir a cesta. Em setembro, esse percentual correspondeu a 57,79% da renda líquida e, em outubro de 2024, a 59,28%.
Aumento em 16 das 27 capitais
O valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 16 das 27 capitais onde o Dieese, em parceria com a Conab, realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre setembro e outubro de 2025, as elevações mais importantes ocorreram em São Luís (3,11%), Palmas (2,59%), Florianópolis (1,66%), Rio Branco (1,62%), Porto Alegre (1,49%), Goiânia (1,41%) e Fortaleza (1,38%).
Salário mínimo deveria ser 4,69 maior, aponta Dieese
Com base na cesta mais cara , que, em outubro, foi a de São Paulo, e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em outubro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.116,83 ou 4,69 vezes o mínimo de R$ 1.518,00. Em setembro, o valor necessário era de R$ 7.075,83 e correspondeu a 4,66 vezes o piso mínimo. Em outubro de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.769,87 ou 4,79 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412,00.