Economia

China nega acusações de "sufocar" outras economias

Vice-primeiro-ministro chinês refuta críticas sobre subsídios e abertura de mercado, destacando vantagens tecnológicas

Vice-primeiro-ministro da China, Ding Xuexiang, durante a cerimônia de abertura da Exposição Internacional de Importações da China (CIIE), em Xangai
Vice-primeiro-ministro da China, Ding Xuexiang, durante a cerimônia de abertura da Exposição Internacional de Importações da China (CIIE), em Xangai Foto : Jade Gao / AFP

O vice-primeiro-ministro chinês, Ding Xuexiang, rejeitou nesta quinta-feira (5) as acusações "completamente infundadas" de que seu país "sufoca" as demais economias mundiais.

A declaração foi feita durante a inauguração de uma feira comercial que destaca a abertura da China a produtos estrangeiros.

Estados Unidos e União Europeia (UE) acusam regularmente Pequim de subsidiar em larga escala sua indústria.

Essa prática, segundo os críticos, inunda outros mercados com produtos chineses, especialmente nos setores automobilístico e de tecnologias verdes.

"Certas instituições e meios de comunicação dão muita importância à suposta teoria de que a China sufocará as economias de outros países", declarou Ding ao inaugurar a Feira Internacional de Importações da China (CIIE), em Xangai.

"Tais alegações são completamente infundadas", ressaltou o vice-primeiro-ministro.

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A CIIE, que acontece desde 2018, reúne este ano mais de 4.000 empresas estrangeiras.

O evento busca promover a mensagem de que a China não é apenas a fábrica do mundo, mas também um imenso mercado aberto aos estrangeiros.

A China, no entanto, apresenta importantes superávits comerciais com os Estados Unidos e a UE, uma situação que alimenta tensões internacionais.

"É completamente normal que a questão dos desequilíbrios comerciais chame atenção. O essencial é saber como alcançar um equilíbrio", afirmou Ding.

Ele reafirmou que Pequim "nunca buscou deliberadamente gerar um superávit comercial".

"A competitividade dos produtos chineses não se baseia em subsídios públicos, mas, antes de tudo, em suas vantagens tecnológicas e em sua pesquisa e desenvolvimento", concluiu.

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