Economia

Com a alta do dólar, BC retoma venda da moeda no mercado futuro

Cotação da moeda chegou a R$ 1,95 nesta manhã, mas caiu para R$ 1,87 após a ação da instituição

O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta o retorno às operações que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, em um momento de alta da moeda norte-americana. A última vez em que o BC tinha feito esse tipo de atuação foi em 26 de junho de 2009.

Após a medida, o dólar diminuiu o ritmo de alta. Na máxima, a moeda americana chegou a subir 5,8%, a R$ 1,952, mas arrefeceu a valorização estava cotada a R$ 1,87 no final desta manhã. Ontem, a divisa encerrou a R$ 1,84, na maior alta diária desde a crise de 2008. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta quinta-feira, 22, com recuo de 2,99%.

As operações de swap cambial serão divididas em quatro lotes, com vencimentos nos dias 3 de outubro, 1º de novembro, 1º de dezembro e 2 de janeiro de 2012. O resultado dos leilões do total de 112.290 contratos serão divulgados hoje.

Nessa quarta, o BC desistiu de fazer operação de swap cambial reverso, o que equivale à compra de dólares no mercado futuro. A operação seria para rolagem de vencimento do próximo dia 1º de outubro. No último dia 14, o BC também interrompeu as compras da moeda norte-americana no mercado à vista, como vinha fazendo em todos os dias úteis.

O swap cambial é uma troca oferecida pelo Banco Central aos investidores por meio da venda de contratos em leilões no mercado. No swap cambial tradicional, o Banco Central oferece ao investidor receber remuneração em juro, em troca da remuneração em dólar.

Esses contratos foram muito vendidos nas épocas de forte valorização do real. Como nos contratos de swap cada uma das pontas se compromete a pagar a oscilação de uma taxa, se a variação do juro for maior que a do câmbio no período de vigência do contrato, o investidor receberá mais do que precisará pagar.

Bolsas

Na Europa, o mercado de ações reage com pessimismo às últimas decisões Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano)) para reativar a economia do país. Ontem, a instituição deu mais um passo não convencional para tentar estimular a economia dos Estados Unidos, que flerta com a recessão, afirmando que vai aumentar a fatia de Treasuries (títulos) de longo prazo de sua carteira em US$ 400 bilhões até junho de 2012, num esforço para tornar o crédito mais barato e impulsionar os gastos e os investimentos.

O resultado prático das medidas tem efeito duvidoso. Muitos analistas dos Estados Unidos a reivindicaram não propriamente por contarem com efeitos milagrosos, mas por entenderem que alguma coisa o Fed tinha de fazer para passar a impressão de que enfrenta corajosamente a paradeira exasperante da economia americana e o drama de 14 milhões de desempregados (9,1% da força de trabalho).

As Bolsas da Ásia também recuaram forte, com baixas superiores a 2%. A Bolsa de Tóquio caiu fortemente nesta quinta-feira, com o índice Nikkei encerrando o pregão com perda de 2,1%, para 8.560,26 pontos. Na China, o índice Xangai Composto perdeu 2,8% e encerrou aos 2.443,06 pontos.


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