Economia

Dólar abre a semana em alta e cotação volta ao patamar de R$ 4

Moeda recuou para R$ 3,96 na última sexta-feira

Dólar iniciou a sessão em alta, com a moeda na casa dos R$ 4
Dólar iniciou a sessão em alta, com a moeda na casa dos R$ 4 Foto : Marcello Casal Jr / Agência Brasil / CP
O mercado volta a testar o Banco Central nesta segunda-feira,  e o dólar iniciou a sessão em alta, com a moeda na casa dos R$ 4, segundo informações do jornal O Estado de São Paulo. O viés positivo é reforçado pela trajetória ascendente da divisa no exterior, onde mais um dado fraco da economia chinesa provoca um movimento da aversão ao risco nos mercados internacionais. Internamente, a busca por proteção ocorre antes de uma agenda pesada desta semana, que tem entre os destaques a votação do veto presidencial ao reajuste do judiciário no Congresso e o anúncio de reforma administrativa e ministerial.

Às 9h31min, o dólar comercial negociado à vista no mercado de balcão subia 0,86%, negociado a R$ 4,0030, depois de abrir em alta de 0,81%, cotado a R$ 4,001. Na sexta-feira passada, após o Banco Central e o Tesouro Nacional atuar no mercado, o dólar recuou para R$ 3,969.

Depois de bater os R$ 4 na semana passada, a presidente Dilma Rousseff admitiu que o governo está "extremamente" preocupado com a disparada do dólar, mas garantiu que o País tem reservas suficientes para lidar com a situação. "O Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhum problema em relação a nenhuma 'disruptura' por conta do dólar. Estamos extremamente preocupados, porque tem empresas endividadas em dólar", afirmou Dilma em Nova York, no sábado.

No exterior, mais um dado fraco da economia chinesa provoca um movimento de aversão ao risco nos mercados e eleva a demanda pelos Treasuries (títulos públicos americanos), fazendo os preços desses papéis subirem e, consequentemente, provocando a queda dos juros. O lucro das maiores empresas do setor industrial da China teve retração de 8,8% em agosto ante igual mês do ano passado. Há pouco, a T-note de 10 anos recuava a 2,129%, de 2,166% na sexta-feira.

Ainda no exterior, dados mostraram que os gastos com consumo nos EUA subiram 0,4% em agosto ante julho e a renda pessoal aumentou 0,3%, embora o avanço da renda pessoal tenha sido menor que o previsto. O indicador aponta para uma melhora da economia americana, reforçando a tese de que os EUA podem subir a taxa de juro básica ainda em 2015

Voltando ao cenário doméstico, o mercado financeiro elevou novamente as projeções para o IPCA do ano que vem, onde está o foco de atuação do Banco Central. A taxa subiu de 5,70% para 5,87%, na oitava alta consecutiva. No caso da inflação de 2015, a mediana da Focus passou de 9,34% para 9,46%. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) pioraram novamente e a perspectiva de retração da economia este ano passou de 2,70% para 2,80%. Para 2016, a mediana das previsões passou de -0,80% para -1,00%. No caso da Selic, a mediana das projeções para 2016 subiu de 12,25% ao ano para 12,50% ao ano.

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