O valor é o menor desde junho, quando o dólar fechou a R$ 2,1782. Na véspera, a moeda havia subido em relação ao real e teve variação positiva de 0,05%, encerrando o pregão a R$ 2,2065, nessa quarta.
Ao repetir o comunicado de suas reuniões anteriores de política monetária, o Banco Central (BC) sinalizou na quarta, na visão do mercado financeiro, que o juro continuará subindo para conter a inflação. E juro mais alto pode significar mais dólares entrando no Brasil.
Após anunciar a alta da Selic para 9,5%, por decisão unânime, o Copom divulgou o mesmo comunicado das reuniões anteriores, de maio, julho e agosto. Nele, os diretores do BC afirmaram que a decisão "contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano".
Assim, a moeda americana recuou durante toda a sessão ante o real, ajudada ainda pelos sinais de uma possível solução para o impasse orçamentário nos Estados Unidos. Na cotação máxima do dia, vista às 9h21min, a moeda atingiu R$ 2,1980 (-0,36%) e, na mínima, às 13h26min marcou R$ 2,170 (-1,63%). Perto das 16h30min, conforme a clearing de câmbio da BM&FBovespa, o giro no mercado à vista somava US$ 1,211 bilhão, sendo US$ 1,044 bilhão. No mercado futuro, o dólar para novembro caía 1,24%, para R$ 2,1915, com giro consistente, próximo de 16 bilhões.
Apesar do recuo de hoje, não se descartam ajustes em alta do dólar amanhã ou mesmo nas sessões seguintes. Tudo porque o cenário nos Estados Unidos ainda inspira preocupações e parece claro que o Federal Reserve, em algum momento, iniciará a retirada de seus estímulos à economia, o que deve dar força à moeda americana.