Economia

Dólar cai e Bovespa tem a maior alta diária em 14 meses

Moeda norte-americana terminou o dia valendo R$ 4,02, com variação de – 1,36%

Moeda norte-americana terminou o dia valendo R$ 4,02, com variação de – 1,36%
Moeda norte-americana terminou o dia valendo R$ 4,02, com variação de – 1,36% Foto : Marcello Casal Jr / Agência Brasil / CP Memória
Em um dia de otimismo no mercado financeiro, o dólar caiu para perto de R$ 4 e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a maior alta em 14 meses. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira em R$ 4,024, com queda de R$ 0,056 (-1,36%). A moeda está no menor valor desde o dia 6, quando foi cotada em R$ 4,021.

O Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, fechou o dia com alta de 4,34%, em 40.305 pontos. O indicador encerrou acima de 40 mil pontos pela primeira vez desde o último dia 8. A alta foi a maior registrada desde 21 de novembro de 2014, quando o índice tinha subido 5,02%.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, também subiram. Os papéis ordinários da estatal, que dão direito a voto em assembleia, subiram 6,29% e fecharam a semana em R$ 6,93. As ações preferenciais, que dão preferência na distribuição de dividendos, encerraram em R$ 4,84, com alta de 5,22%.

Apesar do dia de euforia no mercado financeiro, a Bolsa encerrou janeiro com queda de 7,02%. O dólar fechou o primeiro mês do ano com alta de 1,93%.

O otimismo no mercado financeiro veio depois que o Banco Central do Japão decidiu adotar juros negativos na terceira maior economia do planeta. Também contribuiu a divulgação de dados que mostram que a economia dos Estados Unidos desacelerou no quarto trimestre e subiu 0,7%.

A adoção de juros negativos no Japão ajudou a impulsionar a cotação do petróleo no mercado internacional. Isso porque o país asiático é grande consumidor de matérias-primas, e medidas para estimular a economia japonesa favorecem países exportadores de commodities (bens agrícolas com cotação internacional), como o Brasil.

Em relação aos Estados Unidos, o crescimento abaixo do esperado reforça as expectativas de que o Federal Reserve, Banco Central do país, demore a aumentar os juros da maior economia do planeta. Taxas mais baixas nos países desenvolvidos ajudam a segurar dólares em países de juros mais altos, como o Brasil.

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