O dólar renovou diversas mínimas nesta segunda-feira, seguindo o movimento de realização de lucros que foi induzido pelo ambiente externo, enquanto os investidores aguardam por novidades no cenário político. A moeda norte-americana testou o suporte dos R$ 3,30, tocando o patamar dos R$ 3,29.
Além da denúncia da PGR contra Temer, o mercado operou na espera também pela votação da reforma trabalhista na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, na quarta-feira, após o governo sofrer revés do texto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na semana passada. De acordo com um operador, o mercado ainda não precificou as denúncias da PGR porque, dependendo do que for revelado, poderá desencadear cenários diferentes.
No exterior, o dólar teve queda generalizada depois que o indicador de encomendas de bens duráveis nos EUA mostrou retração de 1,1% em maio ante abril, bem abaixo da previsão de -0,4%. "Com os indicadores mostrando queda na atividade, fica cada vez mais difícil de o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) elevar os juros novamente este ano", explicou Spyer.
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 1,18%, aos R$ 3,3016. O giro financeiro registrado somou US$ 466 milhões. Na mínima, ficou em R$ 3,2969 (-1,33%) e, na máxima, aos R$ 3,3369 (-0,11%). No mercado futuro, às 17h15, o dólar para julho recuava 1,28%, aos R$ 3,3050. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 11,68 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,3010 a
R$ 3,3415.
Dólar cai para R$ 3,30 em dia de baixa no mercado internacional
Situação política no Brasil ainda pressiona moeda, que aguarda situação do presidente Temer