O temor em relação à Grécia está cada vez mais forte diante do impasse político no país que ameaça os planos de austeridade fiscal assumidos anteriormente pelo governo grego para receber mais ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e União Europeia. O vice-primeiro-ministro grego, Theodoros Pangalos, reconheceu no domingo que a Grécia pode quebrar em junho caso o imbróglio político não seja resolvido e disse que o país pode entrar em "falência selvagem" se não receber a parcela que falta do resgate financeiro.
Para a Moody's, cresceu o risco de o país dar calote e sair da zona do euro. A conselheira econômica do governo da Alemanha Claudia Buch é da mesma opinião. "Mas isso não pode significar que nós sempre ajudaremos cada país, e a qualquer preço", garantiu. Aliás, a chanceler alemã, Angela Merkel, sofreu um baque forte no domingo, após ser derrotada na eleição regional no país.
No lado econômico, a recessão começa a colocar suas asas de fora. A produção industrial na zona do euro caiu 0,3% em bases mensais em março e recuou 2,2% em termos anuais, a maior queda anual desde o declínio de 3,7% em dezembro de 2009.