* Com informações da Agência Brasil
A cotação do dólar comercial apresentou variação de 2,08% e chegou R$ 4,13 na manhã desta quarta-feira. A turbulência no mercado financeiro levou a moeda norte-americana a fechar acima de R$ 4 pela primeira vez desde a criação do real na terça-feira.
A cotação de R$ 4,13 ultrapassa a máxima dessa terça, quando a moeda operou em seu pico mais alto a 4,061, no começo da tarde.
A alta do dólar tem influência do cenário internacional. Nessa terça, integrantes do Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, deram indicações de que o banco pode aumentar os juros dos Estados Unidos antes do fim do ano.
Na semana passada, o Fed decidiu adiar o aumento dos juros básicos da maior economia do planeta, que estão entre 0% e 0,25% ao ano desde o fim de 2008. Segundo o órgão, uma elevação neste momento poderia trazer riscos para a economia mundial. Altas de juros nos Estados Unidos pressionam a cotação do dólar em todo o planeta. Taxas maiores incentivam os investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil, para aplicarem em títulos do Tesouro norte-americano, considerados a aplicação mais segura do planeta.
Banco Central faz intervenção no mercado de câmbio
Com a forte alta do dólar, o Banco Central (BC) anunciou nova intervenção no mercado de câmbio. Uma das intervenções será por meio da venda de dólares no mercado futuro, o chamado swap cambial. O BC anunciou a negociação de até 20 mil contratos (US$ 1 bilhão). O banco vinha fazendo diariamente apenas a renovação desses contratos de swap, mas nesta quarta decidiu lançar novos contratos.
Também será realizado hoje leilão de venda de dólares com compromisso de recompra no futuro. Nesse leilão, a oferta será de até US$ 2 bilhões.
Dólar chega a R$ 4,13 e bate novo recorde
Moeda norte-americana tem maior alta desde desde criação do real