Economia

Dólar fecha cotado a R$ 2,392, maior nível desde março de 2009

Divisa teve valorização de 2,09% mesmo com intervenção do Banco Central

Após abrir em alta nesta sexta-feira, alinhado com o desempenho das outras moedas que têm forte relação com as commodities, o dólar passou a renovar sucessivamente a sua cotação máxima. A divisa ultrapassou com folga o patamar de R$ 2,35, registrado na abertura dos negócios, e chegou a encostar em R$ 2,40. No fechamento, ficou em R$ 2,392, com valorização de 2,09%, o maior nível desde março de 2009. Com a alta desta sexta-feira, o dólar passou a acumular alta de quase 17% em 2013 e de 5% no mês de agosto.

O movimento de forte alta ocorreu mesmo após a realização de dois leilões de venda da moeda no mercado futuro pelo Banco Central e o anúncio da rolagem de US$ 5 bilhões em contratos que vencem em setembro de 2013.

O primeiro leilão do BC hoje foi por volta de 10h50min, quando foram vendidos 20 mil contratos de swap com vencimento em 01/04/2014, no valor de US$ 989 milhões. O swap cambial é uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro. Depois de duas horas, por volta de 12h50min, o Banco Central voltou a intervir no câmbio e vendeu pouco mais da metade (21.600) dos 40 mil contratos de swap cambial ofertados em leilão. Foram negociados 16.850 contratos com vencimento em 01/11/2013, no valor de US$ 840,5 milhões, e 4.750 papéis para 01/04/2014 (US$ 235,1 milhões).

Desde que começou neste ano a intervir no câmbio com operações de swap cambial, em 31 de maio, o BC já vendeu um volume aproximado de US$ 33 bilhões desses contratos, com o objetivo de conter a volatilidade do dólar.

Mantega acredita que câmbio vai cair

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta que o câmbio elevado é um problema para alguns setores da indústria, enquanto outros não sentem os malefícios. Mantega reforçou que a taxa de câmbio atual (na média de R$ 2,30) passa por um momento de volatilidade e que o governo brasileiro aguarda as ações do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, para decidir que medidas tomará para conter a valorização da moeda.

“Não sei se a taxa de câmbio vai permanecer assim. Acredito que quando o Fed começar a reduzir os juros, o mercado se acalma. Mas tenho certeza de que a taxa vai cair. Nós (governo) agimos para evitar essa excessiva volatilidade. Eu espero que o Fed deixe claro o que vai fazer, porque a volatilidade não é boa para os negócios, nem positiva para a economia”, ressaltou Mantega.


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