Em uma sessão de negócios reduzidos, o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,1385 nesta quinta-feira, com alta de 0,29%. A alta da moeda americana refletiu em grande medida a decisão do Banco Central de elevar em 50% a oferta de contratos de swap cambial, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
A medida não chegou a causar sobressaltos no mercado de câmbio, mas acabou por deflagrar um já esperado movimento de correção nos preços da moeda. Até quarta-feira, a divisa contabilizava desvalorização de 4,28% em sete sessões.
O cenário externo teve influência diversa, com bolsas americanas e europeias em alta, em meio a balanços positivos. O petróleo enfrentou volatilidade mas se consolidou em alta expressiva no final da manhã. A alta da commodity enfraqueceu o dólar frente a algumas das moedas de países emergentes e limitou uma valorização mais pronunciada no Brasil.
O cenário político interno teve pouca influência nos negócios, mas o mercado manteve o tom positivo no que diz respeito ao avanço do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Taxas de juros
Os juros futuros terminaram a sessão regular da BM&FBovespa desta quinta-feira, perto da estabilidade, zerando, em boa parte dos contratos, o movimento de alta visto ao longo do dia. A maioria das taxas de médio e longo prazos encerrou nas mínimas, na medida que o aumento do apetite ao risco no exterior se impôs à pressão do câmbio e ao desconforto com o cenário fiscal.
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (71.945 contratos) encerrou em 13,965%, de 13,950% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 (132.060 contratos) fechou estável em 12,65%. Também repetiu o ajuste de ontem o DI janeiro de 2019, com 109.845 contratos, ao fechar em 12,09% (mínima). O DI janeiro de 2021 (78.235 contratos) terminou na mínima de 11,89%, de 11,85% ontem.
Bovespa
A Bovespa pegou carona na recuperação do petróleo no mercado internacional e terminou em firme alta, no maior patamar em quase dois anos, desde setembro de 2014. O apetite dos investidores por ativos de risco foi instigado por declarações do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, de que a Opep pode tomar algum tipo de ação para estabilizar os preços da commodity.
Em Nova Iorque, a valorização do petróleo levou os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq a renovarem máximas históricas, enquanto por aqui o Ibovespa terminou acima dos 58 mil pontos pela primeira vez em 2016.
Os ganhos foram generalizados, mas impulsionados principalmente pelo avanço das ações da Petrobras, que subiram mais de 4,0%. O setor financeiro também deu força ao índice à vista, puxado pelo Banco do Brasil. O banco, que divulgou balanço referente ao segundo trimestre nesta manhã, trouxe resultados mistos, mas a perspectiva de um cenário melhor para o segundo semestre acabou conduzindo os papéis do setor financeiro como um todo.
Segundo operadores, o bom desempenho da Bovespa nesta quinta-feira, tem também uma influência técnica; a proximidade do vencimento de Ibovespa Futuro, na próxima quarta-feira. Antes, na segunda-feira, tem exercício de opções sobre ações.
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em alta de 2,42%, aos 58.299,57 pontos, mais do que recuperando as perdas de 1,33% registradas na véspera. Esse é o maior patamar de fechamento desde 18 de setembro de 2014, quando marcou 58.374 pontos. O giro financeiro somou R$ 7,17 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa tem ganho de 1,73%, enquanto no ano acumula valorização de 34,49%.
"Hoje tudo está conspirando a favor, o petróleo sobe bem em função da alta de mais de 4,0% do petróleo lá fora, Nova Iorque está nos patamares recordes, os bancos em alta com uma visão de que no segundo semestre o cenário estará melhor. Essa melhora do humor ajuda e os investidores comprados aproveitam para levantar o Ibovespa antes do vencimento de índice futuro na quarta-feira", comentou um operador de renda variável, lembrando também que a próxima segunda-feira terá exercício de opções sobre ações.
As ações da Petrobras encerraram em alta de 3,95% (ON) e 4,67% (PN), entre os destaques positivos do Ibovespa. No exterior, os contratos futuros de petróleo subiram mais de 4,0% nesta quinta-feira, impulsionados pelas declarações do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih.
Os comentários acontecem em meio a uma nova queda dos preços, que voltaram a se aproximar do patamar de US$ 40 por barril. Já as ações da Vale subiram 1,77% (ON) e 2,27% (PNA), alinhadas ao bom humor nos mercados internacionais.
Dólar fecha cotado a R$ 3,13 nesta quinta-feira
Moeda americana refletiu em na decisão do Banco Central de elevar em 50% oferta de swap cambial