O dólar terminou o pregão desta segunda-feira cotado a R$ 3,4199, alta de 1,69%. Segundo agentes do mercado, o investidor foi influenciado pela persistente incerteza político-eleitoral. Para os investidores, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não encerrou o temor do futuro presidente do Brasil descontinuar as reformas econômicas.
O movimento dá continuidade à maior desvalorização do real frente à moeda americana desde dezembro de 2016. Também contribuiu para a valorização da moeda americana o comportamento da divisa perante algumas emergentes, como as pares do Brasil no Brics (Rússia e África do Sul).
Já o Ibovespa fechou em queda de 1,78%, aos 83.307,23 pontos. A principal pressão negativa veio do setor financeiro: as blue chips, como são conhecidas as ações de empresas de grande porte, dos bancos registraram queda firme.
A Bovespa renovou mínimas por volta das 11h30, na contramão das bolsas de Nova Iorque. Segundo um operador de renda variável, os investidores estrangeiros ingressaram no mercado acionário local a partir das 10h30min executando ordens pontuais de venda de ações brasileiras por causa da incerteza eleitoral.
Além de o mercado financeiro não identificar um candidato pró-mercado forte, na quarta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello deve levar ao plenário da Corte o pedido de liminar do Partido Ecológico Nacional (PEN) contra a prisão após condenação em segunda instância, que pode beneficiar o petista e diversos réus da Lava Jato que estão cumprindo pena nessa condição.
"Com a possível saída de Lula do quadro eleitoral hoje, o mercado olha quem iria para o segundo turno das eleições e vê Jair Bolsonaro e Marina Silva, e nenhum dos dois são 'queridinhos do mercado'", avalia o diretor da Correparti Jefferson Rugik diz que "há novas compras defensivas em função da indefinição sobre a nossa corrida eleitoral".
Às 14h36min, o Ibovespa caía 1,60% aos 83.466,20 pontos. Dow Jones subia 1,58%. S&P 500 avançava 1,66% e o Nasdaq, +2,05%. O dólar à vista subia 1,15%, aos R$ 3,4016. Ante o rublo russo, o dólar subia 3,74%. O DI para janeiro de 2021 exibia 8,14% ante 8,092% no ajuste de sexta-feira.
Dólar fecha cotado a R$ 3,42, maior valor desde 2016
Para os investidores, a prisão do ex-presidente Lula não encerrou o temor do futuro presidente do Brasil