O aumento do dólar, no entanto, poderia ter sido maior. Por volta das 11h40min, a moeda chegou a subir para R$ 2,2675. A cotação oscilou bastante nas horas seguintes até cair para R$ 2,2520 por volta das 16h, subindo novamente até encerrar praticamente estável em relação ao fechamento de quinta-feira. A mínima do dia foi registrada por volta das 9h30min, quando o dólar chegou a R$ 2,2484.
Além de vender dólares no mercado futuro, por meio dos leilões de swap cambial tradicionais, o BC tomou medidas para segurar a alta. Na quarta-feira, a autoridade monetária eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados. Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida aumenta a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo. No último dia 25, o BC havia retirado o compulsório sobre a posição vendida de câmbio. Com a medida, os bancos deixaram de recolher à autoridade monetária parte dos valores aplicados em apostas de que o dólar vai cair.
Há mais de um mês, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Ele poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção naquele país mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.
A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado há duas semanas que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. Se a ajuda cair, o volume de moeda americana em circulação é reduzido, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.