No primeiro leilão, foram vendidos US$ 507,8 milhões e, no segundo, US$ 54,7 milhões. Na primeira intervenção, foram ofertados 40 mil contratos e aceitos 10,2 mil. Na segunda operação, dos 40 mil contratos ofertados, 1,1 mil foram aceitos. Foi o terceiro dia seguido de intervenção do BC.
“Não acho que (a queda do dólar) seja um reflexo direto das ações do Banco Central. Em um cenário de crise, com qualquer evento novo, as pessoas têm a tendência de 'hiper-reagir'. E, agora, o que está acontecendo é que a reação enfraqueceu”, analisou o professor de economia Samy Dana, da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também encerrou o dia em baixa, com desvalorização de 1,02%, aos 54.063 pontos. Foi o terceiro dia consecutivo de queda. Na semana, a bolsa acumula declínio de 0,83%. Para o professor da FGV, a Bovespa não está apresentando atratividade suficiente aos investidores internacionais, o que pode explicar a desvalorização das ações. “A Bolsa de São Paulo é complicada, tem custos altos e, além disso, as ações são de famílias, que sempre terão 50% dos papéis. O comprador é voto vencido”, destacou.