Economia

Dólar fecha no maior preço desde o começo de outubro

Moeda americana fechou o dia a R$ 3,9450

Moeda americana fechou o dia a R$ 3,9450
Moeda americana fechou o dia a R$ 3,9450 Foto : Vanderlei Almeida / AFP / CP
O dólar operou em alta durante toda a sessão desta quarta, influenciado pelo exterior e também pela discussão em torno da meta fiscal. No fechamento da sessão regular, a ,moeda terminou a R$ 3,9450, em alta de 1%, o maior
nível desde 1º de outubro. Foi a quarta alta seguida, período em que acumulou 3,82%. Na mínima do dia, a divisa marcou R$ 3,9180 e, na máxima, R$ 3,9640. No mês, acumula baixa de 0,73% e, no ano, alta de 48,59%. No mercado futuro, a moeda para novembro operava em alta de 0,84%, a R$ 3,9555.

A discussão em torno da meta fiscal permeou os negócios nesta sessão. A junta orçamentária se reuniu nesta tarde para decidir qual será a nova meta deste ano, já que as receitas previstas não serão atingidas. Além disso, o governo tem a incumbência imposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de zerar a conta das pedaladas, algo em torno de R$ 40 bilhões. Com tudo isso, os cálculos que circulam no mercado são de que o déficit fiscal poderia atingir algo em torno de R$ 70 bilhões neste ano.

A leitura no mercado cambial é de que se o governo rever a meta fiscal deste ano e projetar forte déficit crescem os riscos de perda do investment grade pelo Brasil. A eventual mudança de meta para 2016 também é tema delicado no mercado. O governo pretende manter a previsão de superávit de 0,7% do PIB, número que contabiliza a CPMF. Nesta tarde, no entanto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já avisou que o Brasil não vai ter "Natal com CPMF".

No exterior, dados mostrando a desaceleração das exportações do Japão voltaram a colocar no foco as preocupações com a China, um dos principais importadores de produtos japoneses. Isso penalizou as moedas de países emergentes e exportadores de commodities desde cedo, incluindo o real.

Os dados do fluxo cambial não chegaram a influenciar as cotações. Segundo o Banco Central, o fluxo cambial em outubro até o dia 16 ficou negativo em US$ 1,356 bilhão. Apenas na semana de 13 a 16 de outubro, o resultado foi positivo em US$ 263 milhões.

Bovespa 

A Bovespa terminou em baixa nesta quarta-feira, a segunda seguida, mas conseguiu sustentar o patamar de 47 mil pontos. A discussão sobre a meta fiscal e o pagamento das pedaladas do governo pesou sobre as ações, enquanto, no exterior, os dados da balança japonesa influenciaram os preços das commodities.

Petrobras foi um dos destaques negativos, penalizada pelo recuo do petróleo e também pela viabilidade do pré-sal. Com tudo isso, o mercado acionário não encontrou muitas razões para subir, ainda mais com as bolsas norte americanas majoritariamente em queda nesta tarde - o Dow Jones subiu em boa parte do período e, no fechamento do Ibovespa, exibia ligeira perda, quase estável. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,11%, aos 47.025,87
pontos. Na mínima, marcou 46.654 pontos (-0,90%) e, na máxima, 47.274 pontos (+0,42%). No mês, acumula alta de 4,37% e, no ano, perda de 5,96%. O giro financeiro totalizou R$ 5,410 bilhões.

Petrobras foi um dos papéis que influenciaram a queda doméstica hoje. A ação ON recuou 3,16% e a PN, 3,73%, depois que o petróleo para dezembro negociado na Nymex caiu 2,35%, a US$ 45,20 o barril. E o presidente da PPSA, Oswaldo Pedrosa, disse hoje que o pré-sal se torna inviável com os níveis atuais de preços da commodity. Para ele o preço de equilíbrio teria que estar em US$ 55. Mas isso pode não acontecer. Analistas e agências reguladoras acreditam que a demanda por petróleo deve recuar em cerca de um terço em 2016, diante da desaceleração da China e de outras regiões da Ásia. Vale ON subiu 2,73%, Vale PNA, 2,72%, na véspera da divulgação de seu balanço trimestral. Gerdau PN, +2,64%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,68%, Usiminas PNA, -3,22%, CSN ON, -2,50%. Bradesco PN, +0,14%, Itaú Unibanco PN, -0,74%, BB ON, +1,22%, e Santander unit, +0,43%.

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